Homem é condenado a 67 anos de prisão por matar companheira e filha de 10 meses
Júri popular condenou João Augusto Borges de Almeida por duplo feminicídio e ocultação de cadáver
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João Augusto Borges de Almeida foi condenado a 67 anos e 6 meses de prisão pelos assassinatos da companheira, Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e da filha do casal, Sophie Eugênia Borges de Medeiros, de 10 meses. O julgamento aconteceu no Fórum de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
O réu foi condenado por duplo feminicídio qualificado e ocultação de cadáver. Durante o júri popular, o Ministério Público sustentou que os crimes foram planejados e executados com uso de violência. A defesa argumentou que João teria perdido o controle durante uma discussão com Vanessa.
Testemunhas ouvidas durante o julgamento afirmaram que o acusado comentava sobre matar a companheira e a filha antes do crime. Um ex-colega de trabalho relatou que João dizia ter um “plano perfeito” e chegou a pedir ajuda para ocultar os corpos.
A irmã de Vanessa também prestou depoimento e afirmou que a jovem tentava atender às exigências do companheiro dentro da rotina da casa.
Durante o interrogatório, João negou ter planejado os assassinatos e afirmou ter perdido o controle após uma discussão com Vanessa. Ele também disse ter lapsos de memória após o crime. A acusação contestou a versão e relembrou detalhes apresentados pelo réu durante a confissão feita à polícia após a prisão.
Segundo as investigações, Vanessa foi morta dentro da residência do casal com um golpe conhecido como “mata-leão”. Em seguida, João matou a filha do casal, Sophie, de 10 meses, por esganadura.
Após os assassinatos, o homem voltou ao trabalho e depois colocou os corpos no porta-malas do carro. De acordo com a denúncia, ele comprou gasolina em um posto de combustíveis e levou mãe e filha para uma área afastada do Bairro Nova Campo Grande, onde incendiou os corpos na tentativa de ocultar o crime.
Os corpos carbonizados foram encontrados em 26 de maio de 2025 em um terreno na Rua Desembargador Ernesto Borges, em Campo Grande. A perícia apontou que a bebê permaneceu sobre o corpo da mãe após a carbonização.
João Augusto Borges de Almeida foi preso enquanto tentava registrar boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Vanessa e Sophie. Segundo a polícia, ele confessou os crimes durante a investigação.