31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Médica diz no júri do caso Henry Borel que menino chegou sem vida ao hospital

Pediatra relatou tentativas de reanimação e afirmou que criança apresentava diversas marcas pelo corpo

Por Redação
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Médica diz no júri do caso Henry Borel que menino chegou sem vida ao hospital - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A médica pediatra Maria Cristina de Souza declarou nesta quarta-feira (27), durante o julgamento do caso Henry Borel, que o menino já estava sem sinais vitais quando deu entrada no hospital após ser levado por Monique Medeiros e pelo ex-vereador Dr. Jairinho.

O depoimento aconteceu no terceiro dia do Tribunal do Júri realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Segundo a pediatra, a equipe médica tentou reanimar Henry por cerca de 50 minutos com procedimentos como massagem cardíaca, medicação e intubação, mas não houve resposta.

Ela afirmou ainda que o menino já não apresentava atividade cardíaca ao chegar à unidade hospitalar.

Ferimentos foram descritos no depoimento

Durante o testemunho, a médica relatou que Henry apresentava hematomas e marcas em regiões como tórax, abdômen, punhos e pernas.

Segundo ela, as condições físicas observadas no hospital eram compatíveis com as imagens registradas pelo circuito interno do condomínio onde a criança morava.

A pediatra também afirmou que Monique aparentava estado de choque no momento do atendimento, enquanto Jairinho permanecia ao lado dela.

Julgamento continua

A sessão desta quarta-feira foi retomada no fim da manhã com novos depoimentos previstos ao longo do dia, incluindo o do psiquiatra Rafael Bernadon Ribeiro.

O julgamento será retomado novamente nesta quinta-feira (28).

Investigação apontou incompatibilidade com acidente doméstico

No segundo dia do júri, o delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação do caso, afirmou que a versão apresentada pelos acusados não condizia com as provas reunidas durante o inquérito.

Segundo ele, exames periciais e a reprodução simulada do caso apontaram que as lesões encontradas no corpo de Henry não seriam compatíveis com um acidente doméstico.

O delegado também citou mensagens enviadas pela babá da criança alertando Monique sobre episódios anteriores de agressão.

Réus respondem por homicídio e outros crimes

Dr. Jairinho responde pelos crimes de homicídio qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo.

Já Monique Medeiros é julgada por homicídio por omissão, tortura, fraude processual e falsidade ideológica.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, Jairinho teria causado as agressões que levaram à morte da criança, enquanto Monique teria ignorado os sinais de violência.

O júri é conduzido pela juíza Elizabeth Machado Louro e deve seguir pelos próximos dias.