Brasil defende Pix e critica tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros
Governo afirma que sistema de pagamentos é seguro, público e não favorece empresas nacionais em prejuízo de companhias estrangeiras
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O governo brasileiro reagiu às críticas dos Estados Unidos ao Pix e voltou a defender o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. A manifestação ocorre em meio à investigação comercial aberta pelo governo norte-americano contra práticas brasileiras e à possibilidade de tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil.
Segundo o governo, o Pix é uma ferramenta pública, segura e amplamente utilizada pela população, sem favorecimento indevido a empresas brasileiras. Integrantes da equipe econômica afirmam que o país não vai recuar na defesa do sistema, considerado uma das principais inovações financeiras brasileiras dos últimos anos.
A gestão federal também criticou a possibilidade de sobretaxa sobre produtos nacionais, classificando a medida como injusta e prejudicial à relação comercial entre os dois países. Para o governo, a discussão sobre o Pix não deve ser usada como justificativa para barreiras tarifárias.
A audiência nos Estados Unidos sobre o tema está prevista para 6 de julho e deve tratar das alegações envolvendo comércio digital, meios de pagamento e eventuais impactos sobre empresas norte-americanas.
O Planalto avalia que a defesa do Pix passou a ter também peso político, já que o sistema se tornou popular entre consumidores, trabalhadores autônomos, pequenos comerciantes e empresas em todo o país.