31 de julho de 2025
mundo

DNA revela origem de esqueleto apelidado de “alien” encontrado no deserto do Atacama

Múmia de 15 centímetros encontrada no Chile era, na verdade, de uma bebê humana com deformações genéticas raras

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Esqueleto de “alien” achado no Chile revela verdade chocante - Foto: Dr. Emery Smith

Um pequeno esqueleto mumificado encontrado no deserto do Atacama, no Chile, e que durante anos alimentou teorias sobre vida extraterrestre, teve sua origem esclarecida por cientistas. Conhecida como “Ata”, a múmia de apenas 15 centímetros era, na verdade, humana.

O corpo foi localizado próximo a uma antiga cidade mineradora abandonada e chamou atenção pelas características incomuns: crânio alongado, olhos grandes e apenas 10 pares de costelas. A aparência fez com que o caso ganhasse repercussão mundial e fosse associado a supostos alienígenas.

Exames iniciais apontavam que os ossos tinham densidade semelhante à de uma criança entre 6 e 8 anos, apesar do tamanho reduzido, o que reforçou especulações sobre uma possível origem extraterrestre.

Anos depois, pesquisadores das universidades Stanford e Califórnia, em San Francisco, realizaram o sequenciamento do DNA do esqueleto e concluíram que se tratava de uma menina humana com ascendência predominantemente indígena chilena e traços europeus.

Os cientistas identificaram mutações em pelo menos sete genes relacionados ao crescimento ósseo e ao desenvolvimento do esqueleto. Segundo os estudos, as alterações genéticas provocaram deformações severas, incluindo o formato incomum do crânio, a redução no número de costelas e o amadurecimento acelerado dos ossos.

A hipótese é de que a bebê tenha nascido prematura ou morrido pouco após o parto, o que explicaria o tamanho extremamente pequeno.

O caso ganhou notoriedade internacional após ser exibido no documentário “Sirius”, produzido por entusiastas de objetos voadores não identificados, que defendiam a tese de origem alienígena.

Além das teorias da conspiração, a descoberta também gerou debates éticos. Pesquisadores chilenos questionaram o estudo dos restos mortais sem autorização adequada e levantaram suspeitas sobre a retirada ilegal do corpo do país.