31 de julho de 2025
ALAGOAS

Deputado denuncia falta de equipamentos na Maternidade Santa Mônica e cobra ação do MP

Cabo Bebeto afirma que único aparelho de ultrassonografia da unidade ficou quebrado durante maio; raio-x estaria inoperante desde março

Por Redação
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O deputado estadual Cabo Bebeto - Foto: Comunicação/ALE

O deputado estadual Cabo Bebeto denunciou, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), nesta terça-feira (26), a situação de precariedade na Maternidade Escola Santa Mônica, unidade de referência em gestação de alto risco no estado.

Segundo o parlamentar, o único aparelho de ultrassonografia da maternidade ficou quebrado durante todo o mês de maio, enquanto o equipamento de raio-x estaria sem funcionar desde março, comprometendo atendimentos e colocando em risco mães e recém-nascidos.

As declarações ocorreram durante pronunciamento no plenário e, segundo Cabo Bebeto, as informações foram repassadas pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas.

Durante o discurso, Cabo Bebeto afirmou que a ausência do aparelho de ultrassonografia pode afetar diretamente diagnósticos médicos e comprometer a segurança de pacientes atendidas na maternidade.

“Sem esse aparelho, mães e bebês prematuros correm sério risco de morte. E é uma coisa que repito sempre: não é falta de dinheiro, é falta de gestão, é falta de vontade”, criticou o parlamentar.

A Maternidade Santa Mônica é considerada uma das principais unidades públicas de atendimento materno-infantil de Alagoas, especializada em casos de gestação de alto risco.

O deputado também questionou como profissionais de saúde conseguem realizar diagnósticos adequados sem acesso a equipamentos essenciais.

Segundo ele, a precariedade enfrentada pela rede pública de saúde estaria ligada à falta de resolutividade da gestão.

Cabo Bebeto ainda sugeriu que parte dos problemas persistem porque gestores públicos não utilizam os próprios serviços da rede estadual de saúde.

Ao final do pronunciamento, o deputado fez um apelo ao Governo de Alagoas e ao Ministério Público Estadual para que acompanhem de perto a situação da maternidade.

“Que o MP olhe para essa maternidade, porque as mães alagoanas merecem ter seus filhos de maneira segura. É absurda a repetição das denúncias quando o assunto é saúde pública de Alagoas e nada é feito”, afirmou.