Alagoas já vacinou mais de 20 mil gestantes contra vírus que causa bronquiolite em bebês
Estado alcançou 92,5% de cobertura vacinal contra o VSR; imunização no SUS ajuda a reduzir internações e mortes infantis
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Alagoas já aplicou 20.013 doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em gestantes entre dezembro de 2025 e maio de 2026, alcançando 92,5% de cobertura vacinal no estado. O imunizante, ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege os bebês ainda durante a gestação contra complicações respiratórias graves, como a bronquiolite.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde, que informou ainda que o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o VSR, principal causador da bronquiolite em crianças pequenas.
A estratégia de imunização foi incorporada ao SUS em 2025 e é voltada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo que os anticorpos produzidos pela mãe sejam transferidos ao bebê ainda no útero.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o avanço da vacinação reforça a retomada da cobertura vacinal no país.
“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e seguimos fortalecendo o Programa Nacional de Imunizações”, afirmou.
Internações e mortes caem no Brasil
Os primeiros resultados da vacinação já aparecem nos indicadores de saúde infantil. Entre janeiro e abril de 2026, as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR em crianças menores de dois anos caíram 52% no Brasil, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos, na comparação com o mesmo período de 2023.
Os óbitos também tiveram queda de 63%, saindo de 72 para 27 mortes.
Na rede privada, a vacina contra o VSR pode custar até R$ 1,5 mil, mas passou a ser oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) após recomendação técnica da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Estudos clínicos apontam que a imunização tem 81,8% de eficácia na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias de vida, fase considerada a de maior vulnerabilidade.
SUS também oferece medicamento para bebês prematuros
Além da vacinação em gestantes, o Ministério da Saúde também disponibiliza o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para recém-nascidos prematuros e crianças de até 23 meses com comorbidades, como doenças cardíacas congênitas e problemas pulmonares crônicos.
Diferente das vacinas tradicionais, o medicamento oferece proteção imediata e tem duração de até seis meses após a aplicação, sendo disponibilizado prioritariamente em maternidades e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).