Militares que atuaram no acidente com Césio-137 são promovidos por bravura após decisões judiciais
Policiais militares da reserva tiveram participação reconhecida na tragédia radiológica em Goiânia, considerada uma das maiores do mundo fora de usinas nucleares
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A Polícia Militar de Goiás publicou, nesta segunda-feira (25), a promoção por ato de bravura de quatro militares estaduais da reserva remunerada que atuaram durante o acidente radiológico com o Césio-137, ocorrido em Goiânia e considerado um dos maiores desastres nucleares do mundo fora de instalações atômicas.
As promoções foram oficializadas no Diário Oficial do Estado e ocorreram em cumprimento a decisões do Poder Judiciário de Goiás, que reconheceram a atuação efetiva dos agentes durante a ocorrência envolvendo material radioativo.
Em nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que as promoções seguiram critérios técnicos e legais previstos na legislação da carreira militar estadual, após determinação judicial.
Entre os militares contemplados está o 1º sargento da reserva Reginaldo Reis Chagas do Carmo, promovido à graduação de subtenente por ato de bravura. Também recebeu promoção para subtenente o 1º sargento Mauro Rosa de Castro.
Outro militar beneficiado foi o 1º sargento Antônio Carlos Pereira, que teve o direito reconhecido pela Justiça e foi promovido à graduação de subtenente. Já o 2º sargento da reserva Rômulo Almeida dos Santos passou à graduação de 1º sargento, também por bravura.
Segundo a corporação, as decisões judiciais levaram em consideração a participação direta dos militares no enfrentamento do acidente radiológico causado pelo Césio-137, ocorrido em 1987, na capital goiana.
Relembre o acidente com Césio-137
O acidente teve início após a retirada irregular de um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada em Goiânia. Sem conhecimento do risco, pessoas manusearam o material radioativo presente no equipamento, espalhando contaminação em diferentes pontos da cidade.
A tragédia resultou em mortes, centenas de pessoas contaminadas e impactos duradouros na saúde de vítimas e profissionais que participaram da contenção do material radioativo.
O episódio é considerado um dos mais graves acidentes radiológicos da história mundial e ainda hoje gera debates sobre reparação, reconhecimento e assistência aos envolvidos.