31 de julho de 2025
REPERCUSSÃO

Padre viraliza após chamar trabalhadores de “vadios e preguiçosos” durante sermão em SC

Declaração ocorreu durante missa e gerou críticas nas redes sociais em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1

Por Redação
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Padre viraliza após chamar trabalhadores de “vadios e preguiçosos” durante sermão em SC - Foto: Reprodução

Um padre de Santa Catarina viralizou nas redes sociais após fazer declarações contra trabalhadores durante um sermão realizado no último domingo (24). A fala ganhou repercussão nesta segunda-feira (25) e provocou críticas de internautas.

Durante a celebração, o sacerdote afirmou que estaria “fazendo uma campanha” contra pessoas que, segundo ele, não querem trabalhar.

“Tem trabalho sobrando, tem vaga de emprego sobrando. Tem gente reclamando que ‘tá difícil’, que ‘não tá fácil’, que ‘o dinheiro tá curto’. Mas é muita gente vadia e preguiçosa que não quer trabalhar”, declarou.

Na sequência, o padre também criticou trabalhadores que reclamam da carga horária.

“É muito mimimi. ‘Ai não gostei porque preciso trabalhar até sábado 12h’. Vamos rezar para ver se essa gente se endireita um pouco”, afirmou durante o sermão.

As declarações dividiram opiniões e geraram forte repercussão nas redes sociais. Parte dos usuários criticou o fato de o religioso abordar o tema em um momento de celebração religiosa, especialmente em meio ao debate nacional sobre a escala 6×1.

“Os padres deveriam voltar a falar sobre Jesus”, comentou um internauta. “Imagina sair de casa para ouvir a palavra de Deus e ouvir isso”, escreveu outra usuária.

Debate sobre a PEC 6×1

A repercussão ocorre no momento em que a Câmara dos Deputados discute a chamada PEC 6×1, proposta que prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial.

O parecer apresentado na comissão especial estabelece diminuição da carga horária para 42 horas semanais inicialmente e, posteriormente, para 40 horas em 2027, além da garantia de dois dias de descanso semanal remunerado.

O texto ainda precisa ser aprovado pela comissão antes de seguir para votação no plenário da Câmara.