Defensoria articula campanha contra racismo, homofobia e misoginia nos estádios de Alagoas
Reunião com órgãos públicos, FAF e clubes alagoanos debate ações educativas e medidas de enfrentamento à discriminação no futebol
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A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE-AL) reuniu, nesta segunda-feira (25), representantes de órgãos públicos e clubes de futebol para discutir medidas de combate ao racismo, à homofobia, à misoginia e a outras formas de discriminação nos estádios de Alagoas.
O encontro contou com a participação da Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude (Selaj), da Polícia Militar, da Federação Alagoana de Futebol, além dos clubes CSA e CRB.
A reunião marcou o início da construção de uma campanha educativa voltada à conscientização, prevenção e enfrentamento de práticas discriminatórias nas arenas esportivas do estado. A proposta é reforçar o esporte como espaço de convivência, respeito e promoção da cidadania.
A iniciativa também busca fortalecer a aplicação da Lei Estadual nº 9.767/2025, especialmente em casos de injúria racial e racismo no ambiente esportivo. Durante o encontro, ficou definido o encaminhamento para criação de um grupo de trabalho formado pelas assessorias de comunicação das instituições participantes e da FAF, responsável pela elaboração das estratégias educativas da campanha.
A secretária da Selaj, Lydia Pollyanna Castela, afirmou que os estádios devem ser ambientes seguros e acolhedores para todos os públicos.
“Não podemos naturalizar episódios de violência, preconceito ou discriminação dentro das arenas esportivas. O futebol mobiliza multidões e também possui um papel social importante na formação de valores”, destacou.
O secretário-geral da FAF, Luciano Sampaio, avaliou que a mobilização representa um avanço importante para ampliar ações preventivas no futebol alagoano. “Vamos trabalhar para promover uma mudança cultural no esporte em Alagoas, baseada em educação, prevenção e combate às práticas discriminatórias”, afirmou.
Segundo o coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria Pública, Othoniel Pinheiro, enfrentar a discriminação nos estádios também significa garantir dignidade e proteção de direitos fundamentais. “Mais do que espaços de competição, os estádios devem ser ambientes de convivência, respeito e pertencimento. Combater qualquer forma de discriminação no esporte é também promover cidadania, inclusão e humanidade”, pontuou.