31 de julho de 2025
internacional

Em meio à escalada da guerra, Volodymyr Zelensky cobra reforço militar dos EUA e da Europa

Após ataque massivo com mísseis e drones contra Kiev, líder ucraniano pede ampliação urgente da defesa aérea do país

Por Redação
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Em pronunciamento, Zelensky afirmou que a principal prioridade do país é reforçar os sistemas de defesa aérea e antibalística diante da intensificação dos ataques. - Foto: Divulgação

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a cobrar apoio militar dos Estados Unidos e de países europeus nesta segunda-feira (25), após uma nova onda de ataques russos contra a capital Kiev.

Segundo autoridades ucranianas, a ofensiva teria sido uma das maiores desde o início da guerra, com lançamento de cerca de 600 drones e 90 mísseis, atingindo diferentes regiões da cidade.

Em pronunciamento, Zelensky afirmou que a principal prioridade do país é reforçar os sistemas de defesa aérea e antibalística diante da intensificação dos ataques.

“Estamos trabalhando com todos os nossos parceiros na defesa aérea da Ucrânia – esta é a nossa principal prioridade”, declarou o presidente.

Ele também destacou a necessidade de acelerar a produção de sistemas de defesa na Europa e reforçou o pedido de maior envolvimento dos Estados Unidos no fornecimento de tecnologia militar.

As autoridades locais informaram que os ataques atingiram áreas próximas a prédios governamentais, escolas, mercados e zonas residenciais. Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

O governo ucraniano atribuiu parte da ofensiva ao uso de armamentos de longo alcance, incluindo mísseis hipersônicos, enquanto reforçou que os alvos teriam sido estruturas civis.

Já o governo russo, comandado por Vladimir Putin, afirmou que os ataques fazem parte de ações contra instalações militares ucranianas e seriam resposta a ofensivas realizadas pela Ucrânia em regiões ocupadas.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também alertou para novos ataques a Kiev e recomendou que estrangeiros deixem a cidade, elevando a tensão no conflito.