Julgamento de Jairinho e Monique Medeiros é retomado após reviravolta em estratégia da defesa
Réu voltou atrás em pedido que poderia adiar sessão; júri do caso Henry Borel começou com escolha dos jurado
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O julgamento do caso envolvendo a morte do menino Henry Borel Medeiros foi retomado nesta segunda-feira (25), no Tribunal do Júri da capital fluminense, após uma mudança de posição do réu Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho), que havia solicitado o adiamento da sessão.
O processo também envolve a ré Monique Medeiros, acusada por omissão na morte do filho, ocorrida em 2021.
Inicialmente, Jairinho havia pedido a destituição de sua equipe de defesa após o advogado principal, Fabiano Tadeu Lopes, ser hospitalizado. A medida poderia resultar em novo adiamento do julgamento. No entanto, o réu voltou atrás e reconstituiu sua defesa, incluindo o próprio filho, recém-formado em Direito, entre os advogados.
A decisão foi tomada durante a sessão conduzida pela juíza Elizabeth Machado Louro, que entendeu que a manobra poderia ter caráter protelatório, mas acabou permitindo a continuidade do júri.
Durante a sessão, também foi determinada a transferência de Jairinho do presídio de Bangu 8 para Bangu 1, ambos no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. A mudança ocorreu a pedido da acusação e foi justificada pela diferença de regime entre as unidades.
O julgamento foi retomado com a seleção dos jurados, sendo escolhidos cinco homens e duas mulheres para compor o conselho de sentença. Em seguida, foi feita a leitura da denúncia do Ministério Público.
Estão previstos depoimentos de testemunhas de acusação ao longo dos próximos dias, incluindo delegados, peritos e médicos legistas. A previsão é de que o júri dure entre cinco e sete dias.
O caso, que chocou o país, envolve a morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. Segundo a denúncia, a criança teria sido vítima de agressões, com participação direta de Jairinho e omissão da mãe, Monique Medeiros.