31 de julho de 2025
discussão

"Vamos ver quem é quem", diz Lula sobre sobre fim da escala 6x1

Presidente critica transição gradual e afirma que proposta deve ser votada no Congresso, além de comentar combustíveis, segurança pública e regras eleitorais

Por Redação
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Presidente Lula em entrevista ao programa Sem Censura - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (22), a redução imediata da jornada de trabalho no Brasil, de 44 para 40 horas semanais, e o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A declaração foi dada em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.

Segundo Lula, não deve haver um período de transição para a mudança. Ele afirmou que a redução da jornada deve ocorrer de forma direta, sem cortes salariais, embora reconheça que o governo precisará negociar com o Congresso Nacional para viabilizar a aprovação da proposta.

“Defendemos que a redução seja de uma vez, de 44 horas para 40 horas. E fim de papo, sem reduzir salário”, declarou o presidente. Ele acrescentou que o governo não tem força para aprovar todas as propostas sozinho e que será necessário diálogo político para avançar com o tema.

O presidente também informou que deve se reunir no início da próxima semana com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para avaliar o cenário de votação da proposta.

A discussão ocorre no contexto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada e da substituição da escala 6x1 pela escala 5x2, com no mínimo dois dias de descanso semanal remunerado. A comissão especial da Câmara adiou para a próxima segunda-feira (25) a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). A votação no colegiado está prevista para quarta-feira (27), com possibilidade de análise em plenário até o fim da semana.

Lula defendeu celeridade na tramitação e afirmou que o tema deve ser enfrentado de forma direta pelo Congresso. Segundo ele, os parlamentares contrários à proposta devem se posicionar publicamente. “Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer, meia hora por ano, uma hora por ano”, disse.

Além da pauta trabalhista, o presidente afirmou que o governo está focado em garantir maior controle sobre os preços dos combustíveis e defendeu fiscalização mais rigorosa contra reajustes considerados abusivos.

Lula também pediu celeridade na votação da PEC da Segurança Pública no Senado e declarou que pretende vetar o projeto de lei que permite o envio de mensagens em massa durante períodos eleitorais, caso ele seja aprovado.