“Trabalho desde os 12 anos”: Deolane Bezerra afirma que patrimônio é fruto de trabalho desde a juventude
Influenciadora foi presa durante a Operação Vérnix, uma ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa PCC
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A banca de defesa técnica de Deolane Bezerra emitiu uma nota oficial afirmando a "absoluta inocência" da advogada e influenciadora digital, presa preventivamente na manhã de quinta-feira (21) em Alphaville, na Grande São Paulo. Os advogados classificaram as medidas cautelares determinadas pela Justiça como desproporcionais e informaram que seguirão cooperando tecnicamente com o Poder Judiciário. A manifestação destaca que, no momento oportuno, serão apresentados os esclarecimentos necessários para comprovar a licitude das atividades profissionais e das empresas geridas por Deolane, que atua no mercado jurídico com escritório próprio desde o ano de 2017.
A prisão da influenciadora ocorreu durante a Operação Vérnix, uma ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça paulista determinou o bloqueio de R$ 27 milhões e o sequestro de 17 veículos e quatro imóveis vinculados aos investigados. No relatório do caso, as autoridades apontam que Deolane Bezerra exibia um padrão de vida incompatível com seus rendimentos declarados e utilizava sua projeção pública para ocultar a origem ilícita de recursos financeiros movimentados pela facção.
Os investigadores apontam que a advogada abriu 35 empresas em um único endereço residencial no município de Martinópolis, além de registrar outras companhias em sedes fictícias no interior do estado. A acusação sustenta que as movimentações bancárias da influenciadora demonstravam um alto fluxo de capital sem lastro econômico e indicavam repasses financeiros e vínculos comerciais estreitos com os gestores ocultos de uma empresa de transportes de fachada estabelecida em Presidente Venceslau, apontada como um dos braços financeiros do grupo criminoso.
O inquérito policial que baseou a operação teve origem em 2019, após agentes penitenciários interceptarem bilhetes manuscritos na tubulação de esgoto de uma cela na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os papéis detalhavam planos de atentados contra servidores públicos e citavam uma mulher ligada a uma transportadora como responsável por fornecer dados logísticos e gerenciar divisas para as lideranças do PCC. Além de Deolane Bezerra, a Operação Vérnix cumpriu outros cinco mandados de prisão preventiva, incluindo ordens contra Marco Willians Herbas Camacho, apontado como o principal líder da facção.