31 de julho de 2025
LIGAÇÃO COM O PCC

Defesa de Deolane se pronuncia pela primeira vez após prisão e afirma: “Absoluta inocência”

Equipe jurídica da influenciadora classificou medidas como “desproporcionais” após prisão em operação contra suposto esquema de lavagem de dinheiro

Por Redação
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Deolane Bezerra. - Foto: Reprodução

A defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra se pronunciou pela primeira vez após a prisão da empresária, ocorrida nesta quinta-feira (21), durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em nota divulgada à imprensa, a equipe jurídica reforçou a inocência da influenciadora e afirmou que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo.

“Inicialmente ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, em momento oportuno”, informou a defesa.

No comunicado, os advogados de Deolane também classificaram como “desproporcionais” as medidas adotadas contra a influenciadora e afirmaram que continuarão colaborando tecnicamente com a investigação.

“Consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é”, diz trecho da nota.

A defesa ainda afirmou confiar “no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário”.

Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão. Entre os investigados estão familiares de Marcola, apontado pelas autoridades como principal liderança do PCC.

Segundo os investigadores, empresas e terceiros teriam sido utilizados para movimentar recursos ligados à facção criminosa em um suposto esquema de ocultação patrimonial.

As investigações apontam que Deolane teria recebido depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021, incluindo transferências fracionadas que somariam cerca de R$ 700 mil. Parte dos valores teria sido enviada por um homem da Bahia investigado como possível “laranja” do esquema.

Apesar das acusações, a defesa sustenta que a influenciadora é inocente e que apresentará esclarecimentos no momento oportuno.

A prisão preventiva segue em vigor enquanto a investigação avança.