31 de julho de 2025
Alagoas

Justiça suspende júri do caso Mônica e devolve processo à comarca de São José da Tapera

Defesa apresentou recurso e levou à retirada do júri da pauta em Arapiraca, que será analisado antes da nova definição do julgamento

Por Redação
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O feminicídio de Mônica Gomes Cavalcante Alves ocorreu em junho de 2023 e teve grande repercussão em Alagoas. - Foto: Divulgação

O julgamento de Leandro Pinheiro Barros, acusado de matar a tiros a esposa Mônica Gomes Cavalcante Alves, de 26 anos, foi suspenso e não será realizado na data prevista, em Arapiraca. O caso retornará à Comarca de São José da Tapera após decisão judicial motivada por recurso apresentado pela defesa.

A sessão do Tribunal do Júri estava marcada para o dia 18 de agosto, mas foi retirada de pauta após publicação no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (20). A decisão é assinada pelo juiz Rômulo Vasconcelos de Albuquerque, da 5ª Vara Criminal de Arapiraca.

Segundo o magistrado, o processo havia sido transferido para Arapiraca apenas para a realização do júri popular, dentro do chamado desaforamento, e não para análise de outros recursos. Com a apresentação da apelação pela defesa, a realização do julgamento ficou inviabilizada no momento.

Dessa forma, o processo volta à Vara do Único Ofício de São José da Tapera, cidade onde o crime ocorreu e onde a ação teve início. A 5ª Vara Criminal de Arapiraca permanecerá responsável apenas pela condução da sessão do júri, quando ela for novamente marcada.

Com a suspensão, o julgamento será reavaliado após análise do recurso apresentado, antes de uma nova definição de data para o Tribunal do Júri.

O caso

O feminicídio de Mônica Gomes Cavalcante Alves ocorreu em junho de 2023 e teve grande repercussão em Alagoas. A jovem foi morta a tiros em via pública e teve o corpo deixado em frente ao fórum de São José da Tapera.

Dias antes do crime, Mônica chegou a gravar um vídeo relatando viver um relacionamento abusivo, marcado por agressões físicas e psicológicas, e afirmou temer pela própria vida.

De acordo com as investigações, após uma discussão, o acusado teria retornado à residência, pegado uma arma de fogo e executado a vítima. Ele fugiu após o crime e foi preso meses depois na Bolívia, sendo posteriormente transferido para Alagoas.

Leandro responde por homicídio triplamente qualificado, incluindo feminicídio, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.