31 de julho de 2025
polícia

Polícia fecha clube de tiro suspeito de abastecer criminosos em Serra Talhada (PE)

Clube de tiro e loja foram interditados em Serra Talhada sob suspeita de atuar como fachada para abastecimento ilegal de armas à criminalidade

Por Paula Tabosa
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Ao todo, 15 investigados já foram indiciados por crimes como organização criminosa, comércio ilegal de armas, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. - Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Pernambuco avançou nas investigações sobre um esquema de comércio ilegal de armas e munições em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. Nesta nova fase da operação, um clube de tiro e uma loja de armas tiveram as atividades suspensas por suspeita de funcionarem como fachada para o abastecimento clandestino de armamentos destinados à criminalidade.

Segundo as investigações, compradores e revendedores utilizavam registros de CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) e a estrutura do clube de tiro para facilitar a aquisição de armas em nome de terceiros.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Todo o material bélico encontrado no estabelecimento foi recolhido pelas autoridades.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, as apurações apontam que armas e munições compradas legalmente junto a fabricantes e empresas autorizadas acabavam desviadas para integrantes de organizações criminosas da região. “A operação busca justamente impedir que armas e munições continuem chegando às mãos da criminalidade violenta em Serra Talhada”, afirmou o delegado.

A primeira fase da investigação ocorreu em janeiro deste ano, quando 11 mandados de busca foram cumpridos. Na ocasião, três pessoas foram presas em flagrante e agentes públicos chegaram a ser afastados cautelarmente das funções.

Ao todo, 15 investigados já foram indiciados por crimes como organização criminosa, comércio ilegal de armas, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O Ministério Público de Pernambuco informou que já apresentou denúncia à Justiça.

A operação contou com apoio da Polícia Federal, Exército Brasileiro, Secretaria da Fazenda de Pernambuco e do Gaeco, do Ministério Público. Segundo a polícia, o cruzamento de dados fiscais também identificou irregularidades administrativas no estabelecimento interditado.