31 de julho de 2025
Operação Vérnix

PCC: Marcola, irmão e sobrinhos são alvos de operação que prendeu Deolane

Investigação aponta repasses financeiros e vínculos entre influenciadora e lideranças de facção criminosa

Por Redação
Publicado em
Operação aconteceu na manhã desta quinta-feira (21) - Foto: Reprodução/Globoplay

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, nesta quinta-feira (21), a Operação Vérnix, que resultou na prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra em sua residência, no município de Barueri. A ação penal também tem como alvos Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos do detento. Além dos familiares, os agentes prenderam Everton de Souza, apontado pelos relatórios policiais como o operador financeiro do grupo.

A investigação aponta a existência de um esquema de ocultação de patrimônio que utilizava empresas e contas de terceiros para a movimentação de recursos financeiros da organização. Uma transportadora de cargas estabelecida em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, operava como instrumento para a lavagem de capitais da família de Marcola. Os investigadores identificaram depósitos bancários direcionados a Deolane Bezerra entre os anos de 2018 e 2021, gerando a suspeita de envolvimento da advogada com a facção por meio da ocultação de valores.

A Operação Vérnix integra a terceira fase de uma apuração iniciada em 2019, quando policiais penais apreenderam bilhetes manuscritos com detentos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os textos revelavam dados sobre a rotina da facção e mencionavam uma mulher ligada à transportadora que realizava o levantamento de endereços de servidores públicos. A descoberta originou a segunda fase da apuração, denominada Operação Lado a Lado, que comprovou movimentações financeiras sem lastro econômico e a utilização da empresa de transportes como braço financeiro do grupo.

A partir da análise de um aparelho celular apreendido na etapa anterior, as autoridades encontraram mensagens que indicavam repasses de capital e vínculos comerciais entre Deolane Bezerra e um dos gestores ocultos da transportadora. A quebra dos sigilos bancários expôs o recebimento de valores sem origem comprovada, contas de passagem e transações com empresas sem capacidade financeira. Nesta nova fase, a Justiça determinou o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva, o bloqueio de quantias que superam 327 milhões de reais e a apreensão de 17 veículos.