31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Setor têxtil de Pernambuco debate impactos do fim da “taxa das blusinhas” em reunião com entidades do Agreste

Entidades do setor têxtil do Agreste articulam documento ao Governo de Pernambuco em defesa de incentivos, empregos e medidas contra a concorrência de produtos importados

Por Paula Tabosa
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Setor têxtil de Pernambuco debate impactos do fim da “taxa das blusinhas” em reunião com entidades do Agreste - Foto: Assessoria

Nesta terça-feira (20), representantes de entidades ligadas ao comércio e à cadeia produtiva têxtil do Agreste pernambucano participaram de uma reunião para discutir os impactos do fim da chamada “taxa das blusinhas” e a necessidade de medidas de proteção à indústria local.

Durante o encontro, Pedro Miranda, diretor-presidente do NTCPE, destacou a importância de um estado capaz de garantir incentivos e salvaguardas para preservar os empregos e fortalecer o setor têxtil em Pernambuco. “A criação do grupo de mobilização é um passo importante e necessário para fortalecer a união do setor e construir, junto ao Governo do Estado, ações estratégicas capazes de assegurar incentivos e medidas de proteção para a indústria têxtil e para os empregos dos pernambucano", explicou.

O grupo pretende elaborar um documento com reivindicações para ser entregue à governadora Raquel Lyra, no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, na próxima segunda-feira (25).

Participaram da reunião representantes do NTCPE, da Associação do Condomínio Moda Center, da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), da Associação Comercial e Empresarial de Toritama (Acit), da Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Capibaribe, além de sindicatos e associações ligadas ao comércio e à indústria têxtil da região.

Com a mudança nas regras, compras internacionais de até US$ 50 ficaram mais baratas para os consumidores. Antes, um produto nesse valor podia custar cerca de R$ 354 após a cobrança do imposto de importação e do ICMS. Agora, com o fim da taxa federal, o valor cai para aproximadamente R$ 295, permanecendo apenas a incidência do imposto estadual.

A “taxa das blusinhas” foi criada em agosto de 2024, dentro do Programa Remessa Conforme, como resposta ao crescimento do comércio eletrônico internacional. Na época, representantes da indústria nacional afirmaram que os produtos vendidos por grandes plataformas estrangeiras geravam concorrência desleal com os itens fabricados no Brasil.