Ministério Público de São Paulo pede prisão preventiva do rapper Oruam
Artista é investigado por disparo de arma de fogo, tentativa de homicídio e suposta ligação com o Comando Vermelho
Publicado em
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) solicitou a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. O pedido foi apresentado pelo promotor Alan Carlos Reis Silva e divulgado nesta quarta-feira (20).
Segundo o MPSP, o artista é considerado foragido, o que, de acordo com o órgão, compromete o andamento do processo e o eventual cumprimento de uma futura condenação.
Oruam responde a um processo por disparo de arma de fogo e também é investigado por tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro, além de suspeitas de lavagem de dinheiro e envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho.
De acordo com o Ministério Público, o rapper teria efetuado um disparo de espingarda durante uma festa realizada em 16 de dezembro de 2024, na cidade de Igaratá, interior de São Paulo. O episódio teria ocorrido na presença de várias pessoas e, segundo a acusação, foi filmado e divulgado nas redes sociais.
O artista também já foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por crimes relacionados à organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, Oruam seria beneficiário direto de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho, utilizando a carreira musical para ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos pela organização criminosa.
Até o momento, a defesa do rapper não havia se pronunciado sobre o pedido de prisão preventiva.