PF investiga fraude no INSS e mira grupo suspeito de reativar benefícios ilegalmente
Operação Oriente 327 apura invasão de sistema da Previdência Social para captar senhas de servidores e contratar empréstimos consignados fraudulentos
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (20), a terceira fase da Operação Oriente 327, que investiga um esquema criminoso de invasão ao sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O grupo é suspeito de instalar clandestinamente um dispositivo eletrônico em um computador da agência da Previdência Social de Novo Oriente, no Ceará, para capturar credenciais de acesso de servidores.
Segundo a PF, a fraude tinha como objetivo reativar benefícios previdenciários de forma irregular e contratar empréstimos consignados fraudulentos em nome de beneficiários do sistema.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no estado de São Paulo, autorizado pela Justiça, com o objetivo de reunir novas provas e aprofundar as investigações.
De acordo com a investigação, os suspeitos teriam instalado um equipamento eletrônico de forma clandestina dentro da agência do INSS de Novo Oriente, município localizado no interior do Ceará.
A partir do dispositivo, o grupo conseguia capturar dados de login e senhas utilizados por servidores da Previdência Social, obtendo acesso indevido aos sistemas internos do instituto.
Com essas informações, os criminosos conseguiam, segundo a Polícia Federal, promover a reativação indevida de benefícios previdenciários e realizar contratações fraudulentas de empréstimos consignados.
A suspeita é de que o esquema tenha causado prejuízos financeiros ao sistema previdenciário e possivelmente a segurados afetados pelas operações irregulares.
A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático e estelionato qualificado.
As penas podem ser ampliadas caso sejam identificados outros envolvidos ou novas irregularidades no decorrer das investigações.
A Operação Oriente 327 segue em andamento, e a PF não descarta novas fases para identificar todos os integrantes do suposto esquema criminoso.