31 de julho de 2025
NORDESTE

Operação da PF investiga fraude em merenda escolar e desvio de mais de R$ 1 milhão no Piauí

Polícia Federal cumpre mandados em três cidades e apura esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro em São Raimundo Nonato

Por Redação
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Operação da PF investiga desvio de recurso da merenda escolar no Piauí - Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20), a Operação Limos para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de merenda escolar no município de São Raimundo Nonato, no interior do Piauí.

A ação ocorre com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e tem como alvos agentes públicos, empresários e agentes políticos suspeitos de participação no esquema criminoso. Ao todo, os policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, São Raimundo Nonato e Picos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de manipular processos licitatórios voltados ao fornecimento de merenda escolar para o município de São Raimundo Nonato.

Segundo a Polícia Federal, houve direcionamento dos certames por meio da inclusão de cláusulas restritivas consideradas indevidas nos editais, o que teria limitado a concorrência entre empresas participantes.

As apurações também apontam para uma atuação coordenada entre empresas envolvidas, favorecendo a contratação de uma fornecedora específica. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 1 milhão.

Em nota, a PF informou que os indícios apontam para um esquema estruturado com possível favorecimento ilícito em contratos públicos.

Além das irregularidades nas licitações, os investigadores identificaram indícios de movimentações financeiras suspeitas feitas por terceiros, com o objetivo de ocultar a origem e o destino dos recursos desviados.

Segundo a corporação, o esquema também pode ter sido utilizado para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos envolvidos nas contratações investigadas.

Os mandados cumpridos nesta quarta buscam reunir documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam reforçar as provas já coletadas durante a investigação.

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por uma série de crimes relacionados ao suposto esquema.

Entre os possíveis indiciamentos estão os crimes de peculato, frustração do caráter competitivo da licitação, associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A Operação Limos segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.