Israel detém três brasileiras de flotilha humanitária com destino a Gaza
Brasileiras estavam a bordo da Global Sumud Flotilha, interceptada em alto-mar; governo brasileiro e outros países cobram libertação
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Três brasileiras foram detidas por forças israelenses durante a interceptação da Global Sumud Flotilha (GSF), que seguia em missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. As ativistas identificadas são Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
Segundo a organização da flotilha, as embarcações foram abordadas enquanto navegavam em águas internacionais e os participantes foram conduzidos por militares israelenses. O grupo afirma que a ação representa uma violação do direito internacional e classifica as detenções como arbitrárias.
A GSF declarou ainda preocupação com a segurança dos detidos e citou relatos anteriores envolvendo episódios de violência durante abordagens a iniciativas semelhantes, afirmando que há risco ao bem-estar dos ativistas.
A interceptação ocorre em meio a outras tentativas de levar ajuda humanitária à população de Gaza, frequentemente barradas antes de chegar ao território.
Em resposta ao caso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e governos de outros países, como Espanha, Colômbia e Turquia, divulgaram nota conjunta classificando a situação humanitária na região como crítica e pedindo a libertação imediata dos detidos.
Os países também reforçaram a necessidade de respeito ao direito internacional e à proteção de missões humanitárias, além de cobrarem medidas da comunidade internacional para garantir a segurança de civis envolvidos em ações de ajuda.
O caso segue em acompanhamento diplomático por diferentes governos, enquanto familiares e organizações internacionais aguardam a liberação dos ativistas.