Segurança da urna eletrônica é confirmada novamente em testes para eleições de 2026, diz TSE
Teste Público de Segurança realizado pelo TSE não identificou falhas que comprometam o sigilo ou a integridade do voto; sistemas eleitorais seguem disponíveis para auditoria até a lacração
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A poucos meses do início do calendário das Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a reforçar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A segunda etapa do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, conhecida como Teste de Confirmação, foi concluída na última sexta-feira (15) e, segundo a Corte, não identificou vulnerabilidades capazes de comprometer o sigilo ou a integridade dos votos.
O procedimento foi realizado entre os dias 13 e 15 de maio, na sede do TSE, em Brasília, reunindo especialistas e pesquisadores que participaram da primeira fase do chamado Teste da Urna, realizada em dezembro de 2025. O objetivo foi verificar se as sugestões de melhorias apontadas anteriormente haviam sido incorporadas ao sistema eletrônico de votação.
Segundo o tribunal, as alterações propostas pelos investigadores foram implementadas pelas equipes técnicas da Justiça Eleitoral, tornando os mecanismos de proteção ainda mais robustos para o pleito do próximo ano.
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, o processo é uma forma de fortalecer continuamente a segurança do sistema eleitoral brasileiro, além de ampliar a participação da sociedade na fiscalização.
“A sociedade colabora com a Justiça Eleitoral, por meio das investigadoras e dos investigadores que participam dos Testes Públicos, de forma a manter sempre seguro nosso sistema eleitoral”, afirmou.
O Teste Público da Urna é considerado uma das principais ferramentas de auditoria da Justiça Eleitoral. A iniciativa permite que especialistas externos ao TSE tentem identificar falhas nos sistemas, propondo melhorias e reforçando a transparência do processo de votação e apuração.
Nesta etapa, quatro conjuntos de testes realizados em dezembro foram selecionados para uma nova verificação. Entre os participantes estiveram os investigadores Vitor Aloísio do Nascimento Guia, Lúcio Santos de Sá e pesquisadores da Faculdade de Computação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Segundo os próprios especialistas, as correções sugeridas anteriormente foram implementadas de maneira eficaz, sem que novas fragilidades fossem encontradas.
Especialista em segurança digital e participante de outras edições do teste, Lúcio de Sá afirmou que o objetivo era confirmar se uma barreira de segurança identificada anteriormente havia sido corrigida de forma completa.
“O aprimoramento foi executado”, destacou.
Já o professor de teste de software Vitor Guia ressaltou que o trabalho de aperfeiçoamento é contínuo e que o TSE amplia gradualmente as barreiras de proteção do sistema eleitoral.
Com a conclusão do Teste de Confirmação, o calendário de auditorias do TSE segue nos próximos meses. Os relatórios finais da Comissão Avaliadora e da Comissão Reguladora serão divulgados no dia 22 de julho, enquanto o compêndio completo do evento será publicado em 31 de julho.
Outra etapa importante será a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, quando os programas oficiais que serão usados nas Eleições 2026 serão assinados digitalmente e armazenados de forma segura.
Até esse momento, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais permanecem disponíveis para inspeção por entidades fiscalizadoras, ampliando o processo de transparência e auditoria.
O que é o Teste Público da Urna?
O Teste Público de Segurança da Urna Eletrônica é um mecanismo criado pela Justiça Eleitoral para permitir que especialistas independentes tentem identificar possíveis falhas nos sistemas utilizados nas eleições brasileiras.
A proposta é justamente submeter a tecnologia a tentativas de invasão, auditoria e análise técnica antes do processo eleitoral, permitindo correções e melhorias preventivas.