31 de julho de 2025
PARAÍBA

Hospital de Trauma de João Pessoa registra média de 27 atendimentos diários por acidentes de moto

Unidade contabilizou quase 10 mil ocorrências em 2025; Campina Grande teve aumento de 21% nos casos e motocicletas seguem entre principais causas de emergência

Por Redação
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Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, Paraíba. - Foto: Assessoria

Os acidentes com motocicletas continuam sobrecarregando a rede pública de saúde na Paraíba. Dados levantados pelo Núcleo de Dados da Rede Paraíba mostram que o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa registrou, em média, 27 atendimentos por dia relacionados a acidentes de moto, reforçando o alerta sobre a gravidade do problema no estado.

Segundo o levantamento, a unidade da capital paraibana realizou 9.786 atendimentos envolvendo motociclistas em 2024. Em 2025, o número permaneceu praticamente estável, chegando a 9.787 ocorrências, o equivalente a quase 27 vítimas atendidas diariamente.

Já nos primeiros três meses de 2026, o hospital contabilizou 2.375 atendimentos relacionados a acidentes com motocicletas, indicando que o cenário segue preocupante.

Apesar da estabilidade nos números de João Pessoa, a situação se agravou no Hospital de Trauma de Campina Grande, no Agreste da Paraíba. A unidade registrou 8.815 atendimentos em 2024, mas saltou para 10.685 casos em 2025, representando um aumento de 21%.

Na prática, isso significa que o hospital de Campina Grande passou a atender cerca de 29 vítimas de acidentes de moto por dia, índice ainda superior ao da capital.

Os dados também revelam que os acidentes com motocicletas figuram entre as principais causas de entrada nos hospitais de trauma do estado. Em Campina Grande, os casos só ficaram atrás das ocorrências por queda, que lideraram o ranking de atendimentos em 2024, com 20.445 registros, e em 2025, quando somaram 21.058 ocorrências.

Outro dado que chama atenção é a abrangência do atendimento. O Hospital de Trauma de Campina Grande recebeu pacientes vindos de 353 municípios em 2024 e de 398 cidades em 2025, evidenciando o papel regional da unidade. Entre os municípios com maior número de vítimas atendidas estão Campina Grande, Queimadas e Lagoa Seca, todas localizadas no Agreste paraibano.

Especialistas em mobilidade e trânsito apontam uma combinação de fatores para explicar os altos índices de acidentes. Entre os principais estão a imprudência no trânsito, o excesso de velocidade, a falta de equipamentos de segurança, além do crescimento acelerado da frota de motocicletas, especialmente em cidades do interior.

Além do impacto direto na saúde das vítimas, o elevado número de acidentes gera forte pressão sobre os serviços de urgência e emergência, aumentando custos hospitalares e demandando mais recursos humanos e estruturais da rede pública.