31 de julho de 2025
POLÍTICA

Genial/Quaest: 52% dos brasileiros rejeitam redução de penas do 8 de Janeiro

Pesquisa aponta que maioria é contra diminuição das punições; 54% acreditam que nova lei busca beneficiar Bolsonaro

Por Redação
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Levantamento também aponta que 54% dos entrevistados acreditam que nova lei busca beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mais da metade dos brasileiros é contra a redução das penas impostas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. É o que aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (17), que mostra resistência da população à diminuição das punições aplicadas aos envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados rejeitam a redução das penas, enquanto 39% são favoráveis à medida. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.

Lei da Dosimetria entrou no centro do debate político

A coleta de dados da pesquisa começou justamente no período em que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, promulgou a chamada Lei da Dosimetria, norma que pode abrir caminho para reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

O texto foi aprovado pelo Congresso em dezembro de 2025, mas havia sido vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, o veto acabou derrubado no último dia 30 de abril, em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado.

Lei pode beneficiar Bolsonaro, avalia maioria

A pesquisa também investigou como os brasileiros enxergam o objetivo da nova legislação. Para 54% dos entrevistados, a Lei da Dosimetria teria sido aprovada com o objetivo de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em uma suposta trama golpista.

34% acreditam que a medida busca beneficiar todos os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, enquanto 12% não souberam responder.

Aliados de Bolsonaro defendem que uma eventual revisão da dosimetria possa resultar na redução da pena do ex-presidente, atualmente condenado a mais de 27 anos de prisão.

Aplicação da lei está suspensa no STF

Apesar da promulgação da norma, a aplicação da nova legislação ainda não começou.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu temporariamente a aplicação da lei em casos concretos até que o plenário da Corte analise ações que questionam sua constitucionalidade.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.