Justiça autoriza reabertura parcial de academia onde professora morreu após aula de natação em SP
Piscina seguirá interditada enquanto investigação sobre morte de Juliana Bassetto avança; caso é tratado como homicídio doloso
Publicado em
A Justiça de São Paulo autorizou, em decisão liminar, a reabertura parcial da academia C4 GYM, localizada na zona leste da capital paulista. O estabelecimento estava interditado desde a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após uma aula de natação.
A decisão foi assinada pelo juiz Marcio Ferraz Nunes, da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que liberou o funcionamento imediato das chamadas “áreas secas” da academia, como o setor de musculação. A área da piscina, no entanto, permanece interditada devido à investigação em andamento sobre o caso.
Segundo o magistrado, a academia apresentou um pedido de regularização junto à Prefeitura de São Paulo e, por isso, não poderia sofrer sanções ligadas à ausência de licença de funcionamento enquanto o processo administrativo estiver em análise.
Em nota oficial, a C4 GYM confirmou a autorização judicial para a reabertura parcial da unidade Parque São Lucas, destacando que apenas os espaços secos poderão funcionar, enquanto a piscina continuará fechada.
O caso
Juliana Faustino Bassetto e o marido, Vinicius Oliveira, de 31 anos, participavam de uma aula de natação na academia quando perceberam alterações na água da piscina, que apresentava gosto e aspecto incomuns.
Pouco depois, ambos começaram a passar mal e comunicaram o instrutor responsável pela atividade.
O casal foi encaminhado ao Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC Paulista. No local, o quadro clínico de Juliana se agravou rapidamente. A professora sofreu uma parada cardíaca e morreu. Vinicius também precisou ser internado em estado grave, recebendo alta hospitalar no dia 15 de fevereiro.
Além do casal, outras pessoas que estavam no local naquele dia também apresentaram sintomas.
A Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso. Os três sócios da academia foram indiciados por homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de provocar a morte.
O Ministério Público chegou a solicitar a prisão temporária dos investigados, mas o pedido foi negado pela Justiça.