31 de julho de 2025
Justiça

Caso Joba: Justiça torna acusados réus e família tenta incluir ex-esposa do coordenador do CRB no processo

Coordenador das categorias de base do CRB foi executado a tiros em Maceió; audiência está marcada para agosto de 2026 e investigação aponta crime motivado por ciúmes

Por Raphael Medeiros
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Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", coordenador das categorias de base do CRB morto a tiros em janeiro deste ano - Foto: Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça de Alagoas tornou réus Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e Symeone Batista dos Santos no caso do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o “Joba”, coordenador das categorias de base do CRB, morto a tiros em janeiro deste ano, em Maceió. Os dois seguem presos preventivamente.

A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 19 de agosto de 2026, às 9h30.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Ruan é apontado como autor intelectual do crime, enquanto Symeone teria participado da execução e auxiliado na fuga do atirador. Outros três suspeitos ligados ao caso morreram durante o andamento das investigações.

A defesa da família de Joba também tenta incluir a ex-esposa da vítima como ré no processo. A informação foi confirmada neste sábado (16). Em fevereiro, a Justiça autorizou a quebra do sigilo telefônico da ex-companheira, além dos sigilos telemático e bancário dos investigados. A medida permite acesso a mensagens de aplicativos, e-mails, arquivos armazenados em nuvem e histórico de navegação.

De acordo com a linha investigativa da Polícia Civil, Joba mantinha um relacionamento com a mulher que, após o término, passou a se relacionar com Ruan. Após o fim desse segundo relacionamento, ela teria retomado contato com a vítima, situação que teria despertado ciúmes no suposto mandante do crime.

Johanisson Carlos Lima Costa tinha 33 anos e trabalhava como coordenador das categorias de base do CRB. Ele foi assassinado na manhã do dia 23 de janeiro, no bairro Santa Lúcia, em Maceió.

Na ocasião, Joba seguia para um ponto de ônibus, onde embarcaria em uma van com destino ao CT Ninho do Galo, quando foi surpreendido e atingido por um disparo na cabeça.

Imagens de câmeras de segurança mostraram Symeone Batista auxiliando na fuga do atirador após o crime. Em depoimento à polícia, ele detalhou como o assassinato teria sido arquitetado.

Segundo Symeone, o plano começou a ser organizado em dezembro de 2025 por Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque. Os dois trabalhavam juntos em uma empresa de manutenção e serviços gerais, onde criaram proximidade antes de se afastarem após mudanças profissionais.

Em depoimento, Symeone afirmou que conheceu Ruan durante o período em que atuavam na mesma empresa, onde ele realizava serviços de manutenção, limpeza e apoio operacional.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa da ex-esposa da vítima. O espaço segue aberto para manifestação.