31 de julho de 2025
prisão preventiva

Companheira escreve carta pedindo liberdade de ator pornô preso por tentativa de feminicídio

Caso envolve versão da vítima, vídeo de câmera e decisão da Justiça que manteve prisão preventiva

Por Redação
Publicado em
Walif Santos da Silva é acusado de esfaquear a companheira - Foto: Reprodução/TJSP

A companheira de Walif Santos da Silva enviou uma carta pedindo a libertação do homem, preso em flagrante por tentativa de feminicídio em São Paulo. O caso ocorreu no último sábado (9), após um episódio de agressão com faca.

No documento, a mulher afirmou que o fato ocorreu durante uma discussão após consumo de bebida alcoólica. Ela declarou que pegou a faca durante a briga e que o companheiro tentou retirar o objeto, momento em que ela acabou ferida. A vítima afirmou ainda que não houve tentativa de feminicídio e disse que o caso se tratou de um mal-entendido.

Veja:

Leia na íntegra:

“Eu declaro que estou ciente sobre os fatos. A gente estava na rua, bebendo bebidas alcoólicas com amigos nossos. Depois, ao chegar em casa, discutimos, fiquei um pouco exaltada durante uma conversa. Fui até a cozinha, peguei a faca e fui para cima do meu companheiro enquanto ele tentava tirar a faca da minha mão. Após isso, acabei me cortando na bochecha. Não teve nenhuma tentativa de feminicídio da parte do Walif Santos. Ao contrário, ele estava tentando pegar a faca da minha mão para não acontecer algo que me prejudicasse. Ele nunca me agrediu e em momento nenhum foi agressivo comigo. Eu já estou bem e isso foi um mal-entendido”.

Imagens de câmera de segurança registraram a ação dentro do imóvel. Segundo os autos, o casal discutiu após chegar em casa. Em depoimentos, ambos relataram consumo de álcool. Durante o conflito, houve uso de faca e ferimentos na mulher.

Após o episódio, a vítima saiu do imóvel e buscou ajuda de familiares, sendo levada para uma unidade de pronto atendimento. O suspeito também foi até o local. A Guarda Civil Metropolitana foi acionada e identificou o homem por meio de sistema de monitoramento, o que levou à prisão em flagrante.

Em depoimento, o acusado afirmou que tentou desarmar a companheira e que os ferimentos ocorreram durante a tentativa de conter a situação. A defesa alegou ao Tribunal de Justiça de São Paulo que não houve intenção de ataque e contestou a versão de tentativa de feminicídio.

O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia por tentativa de feminicídio. A Justiça aceitou a denúncia e converteu a prisão em preventiva. Em decisão recente, o Tribunal de Justiça manteve a prisão sob o argumento de indícios de autoria e materialidade, além de entender que medidas alternativas não seriam suficientes para o caso.