Quem é Ricardo Magro, empresário alvo de mandado de prisão na Operação Sem Refino da PF
Dono do Grupo Refit é investigado em operação que apura suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior
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O empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, tornou-se um dos principais alvos da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (15). Contra ele, foi expedido um mandado de prisão preventiva, no âmbito da investigação que apura supostas irregularidades financeiras ligadas ao setor de combustíveis.
A operação também teve entre os alvos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, a investigação mira um conglomerado econômico suspeito de utilizar estruturas empresariais e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
A Operação Sem Refino foi autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, e cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, além de sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Federal, a apuração investiga possíveis fraudes fiscais, movimentações financeiras suspeitas e inconsistências relacionadas às operações da antiga Refinaria de Manguinhos, atualmente ligada ao Grupo Refit.
A corporação afirma que há indícios de utilização de uma complexa estrutura societária para ocultar patrimônio e movimentar recursos para fora do Brasil.
Quem é Ricardo Magro?
Ricardo Andrade Magro, de 51 anos, é empresário do setor de combustíveis e comanda o Grupo Refit desde 2018, conglomerado empresarial ligado à antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
Formado em Direito pela Universidade Paulista (UNIP), Ricardo Magro possui pós-graduação em Direito Tributário e, segundo informações públicas, reside em uma área nobre de Miami, nos Estados Unidos.
O empresário ganhou notoriedade no setor de energia e combustíveis após assumir o comando da empresa em meio a reestruturações do grupo.
Justiça também determinou bloqueio bilionário
Além das medidas judiciais contra investigados, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros, bem como a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A operação conta ainda com apoio técnico da Receita Federal do Brasil e integra investigações ligadas à ADPF 635/RJ, conhecida como “ADPF das Favelas”, que apura conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
Até o momento, a defesa de Ricardo Magro não havia se manifestado oficialmente sobre a operação.