31 de julho de 2025
ENTRETENIMENTO

Fábio Porchat ironiza votação da Alerj que tenta declará-lo “persona non grata”

Humorista publicou vídeo satirizando deputados após avanço de projeto na CCJ da Assembleia Legislativa do Rio

Por Redação
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Fábio Porchat ironiza votação da Alerj que tenta declará-lo “persona non grata” - Foto: Reprodução

O humorista e apresentador Fábio Porchat usou as redes sociais nesta quinta-feira (14) para ironizar a votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que aprovou o avanço de um projeto para declará-lo “persona non grata” no estado.

Em vídeo publicado nas redes, Porchat apareceu em tom de deboche, fingindo estar emocionado com a decisão dos parlamentares.

“Tenho mais de 20 anos de carreira, já ganhei vários prêmios, mas nunca imaginei chegar a esse lugar. Deputado chateado comigo é um negócio que enche meu peito de orgulho”, afirmou o humorista.

Na gravação, ele também criticou o fato de deputados estarem discutindo o tema enquanto o estado enfrenta problemas ligados à segurança pública e atuação de milícias. “Eles podiam estar debatendo segurança pública, saneamento básico, milícia, mas estão pensando em mim”, ironizou. Veja abaixo:

Porchat ainda mencionou nomes envolvidos em escândalos políticos e policiais para questionar a proposta aprovada pela comissão.

O projeto é de autoria do deputado estadual Rodrigo Amorim, do PL, presidente da CCJ da Alerj. A proposta havia empatado em votação anterior, mas voltou à pauta e foi aprovada por 4 votos a 2.

Votaram favoravelmente os deputados Alexandre Knoploch, Sarah Poncio, Fred Pacheco e Marcelo Dino. Já os deputados Carlos Minc e Luiz Paulo votaram contra.

Nas redes sociais, Rodrigo Amorim compartilhou vídeos antigos e trechos de entrevistas de Porchat para justificar a proposta. O parlamentar argumenta que declarações e conteúdos produzidos pelo humorista desrespeitam valores religiosos e políticos.

Um dos votos contrários ao projeto, Carlos Minc afirmou que a medida tem caráter apenas simbólico e questionou a validade jurídica da proposta. “Persona non grata é um instrumento diplomático internacional. Não se aplica a um caso como esse”, declarou o parlamentar.