Pernambuco registra recorde de doadores de órgãos e reduz negativa familiar para transplantes
Estado registrou maior número de doadores da história em abril e alcançou menor taxa de negativa familiar já contabilizada
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Pernambuco registrou, no mês de abril, o maior número de doadores de órgãos já contabilizado pela Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE) em um único mês. Ao todo, foram 27 doadores, resultado considerado histórico pelo Estado.
O avanço também refletiu diretamente no número de transplantes realizados. Segundo a CT-PE, foram transplantados 23 rins, 24 fígados e 22 córneas, totalizando 69 procedimentos no período.
Além do recorde de doações, Pernambuco também alcançou a menor taxa de negativa familiar desde o início dos registros: 35%. O índice representa um avanço importante para pacientes que aguardam na fila por um transplante.
Entre as histórias marcadas pela doação de órgãos está a de José Gomes de Moura Filho, de 55 anos, transplantado de fígado em 2023 no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). “Graças à vontade de uma família de abraçar essa causa, estou vivo. Eu fui salvo pelo amor”, afirmou emocionado.
Diagnosticado com cirrose hepática, José Gomes passou pelo transplante em abril de 2023 e hoje é considerado um exemplo de superação. “Abraçem essa causa. A doação de órgãos salva vidas, conforta famílias e dá uma qualidade de vida melhor às pessoas. Eu sou testemunha viva de que realmente é um gesto que salva”, destacou.
Do total de doadores registrados em abril, 22 eram pacientes atendidos no Hospital da Restauração (HR), no Recife. A unidade concentra uma Organização de Procura de Órgãos (OPO) e uma equipe de Doação e Transplante (eDOT) exclusivas.
Segundo o coordenador da Central de Transplantes de Pernambuco, André Bezerra, os investimentos realizados pelo Governo do Estado no Hospital da Restauração contribuíram para os resultados. “O novo treinamento dos profissionais do HR e a entrega da nova emergência reformada contribuíram para uma melhor assistência e acolhimento. Isso aumenta a confiança das famílias mesmo em um momento de dor”, explicou.
Atualmente, Pernambuco conta com quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), responsáveis por apoiar hospitais em todas as etapas relacionadas à doação e aos transplantes.
De acordo com a Central de Transplantes, as ações de capacitação e fortalecimento das equipes hospitalares também contribuíram para o aumento das notificações de morte encefálica e do número de doações de órgãos no Estado.