31 de julho de 2025
GOIÁS

Deputado do PL pede autorização para portar arma em plenário após troca de ameaças com colega de partido

Confusão entre parlamentares da base bolsonarista em Goiás terminou com ameaça de morte; pedido foi negado pela presidência da Assembleia Legislativa

Por Redação
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Os deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro. - Foto: Reprodução

Uma briga entre dois deputados estaduais do PL em Goiás ganhou novos desdobramentos após ameaças trocadas dentro da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O deputado estadual Major Araújo (PL) informou ter solicitado autorização para entrar armado no plenário da Casa após uma discussão acalorada com o também deputado Amauri Ribeiro (PL), ocorrida na última quinta-feira (7).

O pedido foi apresentado à Mesa Diretora da Alego sob alegação de risco à integridade física após a troca de insultos e ameaças entre os parlamentares, que acabou viralizando nos bastidores políticos goianos.

Eu estou apresentando um requerimento para que a Mesa Diretora me autorize a vir para o plenário armado. Porque a gente tem sido aqui alvo de ameaça, agressão, enfim, chamar para os tapas”, afirmou Major Araújo durante sessão legislativa.

A solicitação, no entanto, foi imediatamente rejeitada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (União Brasil), que descartou qualquer possibilidade de flexibilização das regras de segurança dentro da Casa.

Está terminantemente proibido e não será liberado a este ou aquele parlamentar portar arma de fogo. Isso está proibido e não é admissível”, declarou o presidente da Alego.

Entenda a briga entre os deputados do PL

O episódio teve início após Amauri Ribeiro questionar publicamente o senador Wilder Morais (PL-GO) sobre a ausência dele na votação do Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), realizada em 29 de abril.

A fala provocou reação de Major Araújo, aliado de Wilder Morais, que respondeu com ataques verbais ao colega de bancada.

Durante o bate-boca, Major Araújo chamou Amauri Ribeiro de “personagem da direita trans”, afirmando que ele “parece direita, mas o coração aceita qualquer coisa” e acusando o parlamentar de praticar o chamado “toma lá dá cá”, frequentemente criticado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mesmo após os microfones serem desligados, a discussão continuou em tom ainda mais agressivo.

Vídeos que circulam em grupos políticos de Goiás mostram Major Araújo ameaçando o colega de partido.

Põe a mão em mim para você ver. Amanhã você aparece morto, rapaz. Vagabundo, safado. Me respeita. Quando eu falar, fica calado”, disse o deputado durante a confusão.

A repercussão do episódio ampliou o desgaste dentro do PL goiano, partido que enfrenta disputas internas em meio às articulações para as eleições de 2026.

Até o momento, Amauri Ribeiro não informou se adotará medidas legais após as declarações do colega.