Mudanças climáticas podem ampliar risco de surtos de hantavírus, aponta estudo
Alterações no clima e no uso do solo podem expandir habitat de roedores e levar vírus a novas regiões da América do Sul
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As mudanças climáticas podem contribuir para a expansão de roedores transmissores do hantavírus e, consequentemente, aumentar o risco de surtos em humanos nas próximas décadas. O alerta foi divulgado pela Live Science com base em estudos que analisam impactos de variações de temperatura, regime de chuvas e uso do solo na distribuição desses animais na América do Sul.
De acordo com pesquisadores, alterações climáticas e fenômenos como El Niño e La Niña podem favorecer o aumento da vegetação em determinadas regiões, criando condições ideais para a proliferação de roedores hospedeiros do vírus. Isso ampliaria a possibilidade de circulação do patógeno em áreas onde a população ainda não teve contato frequente com a doença.
Estudos citados na análise indicam que o habitat de espécies associadas ao hantavírus pode avançar para novas regiões da Argentina, aproximando-se de áreas mais densamente povoadas. Atualmente, o país e o Chile já registram circulação do vírus há décadas, mas especialistas alertam para o risco de expansão geográfica.
Dados do Ministério da Saúde da Argentina mostram que mais de 100 casos foram registrados entre meados de 2025 e o início de 2026, número superior ao do período anterior.
Pesquisadores também destacam que o problema não se limita ao hantavírus. Outras famílias de vírus transmitidos por roedores, como os arenavírus, também podem ter sua circulação ampliada em cenários de aquecimento global e transformação do uso da terra.
Para os cientistas, o reforço da vigilância epidemiológica e do monitoramento ambiental é essencial para identificar áreas de risco e prevenir surtos antes da disseminação da doença.