Chico Pinheiro revela diagnóstico de câncer no intestino
Jornalista de 72 anos contou que passou por cirurgia e ficou internado na UTI após complicações no tratamento
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O jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, revelou ter sido diagnosticado com câncer no intestino. O relato foi feito durante entrevista ao cantor e compositor Zeca Baleiro, no programa Chico Pinheiro Entrevista, que vai ao ar nesta segunda-feira (11).
Ex-âncora do Bom Dia Brasil, da TV Globo, Chico contou que decidiu compartilhar publicamente o diagnóstico ao comentar sobre um período delicado de sua vida, marcado por cirurgia, internação prolongada e dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Agora eu vou contar uma coisa aqui que eu não estava disposto a falar dela, mas é inevitável”, iniciou o jornalista durante a conversa.
Segundo ele, o tumor foi identificado ainda no início, o que aumentou as chances de sucesso no tratamento.
“Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia, descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo”, revelou.
Chico Pinheiro explicou que o procedimento inicialmente seria simples e realizado por técnica robótica, com previsão de rápida recuperação.
“Era uma cirurgia que seria feita em um dia e, três dias depois, eu iria para casa”, contou.
No entanto, segundo o jornalista, houve complicações pós-operatórias que exigiram uma nova intervenção médica.
“Teve uma complicação posterior. Que eu saiba, não é culpa de nenhum médico. Realmente teve uma aderência intestinal e teve que abrir e operar”, afirmou.
Após o agravamento do quadro, Chico precisou permanecer internado por vários dias na UTI.
Durante a recuperação, o jornalista contou que encontrou conforto na música “Flor da Pele”, de Zeca Baleiro.
Segundo Chico, a canção o acompanhou durante os momentos mais difíceis no hospital e despertou reflexões sobre a vida.
“A coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Eu ouvia essa música todo o tempo. Ouvia e chorava”, disse ao cantor.
Ele afirmou que o choro não estava ligado ao medo da doença, mas à percepção das relações humanas e da fragilidade da vida.
“Não era chorar de medo nem de nada. Era perceber as pessoas que, na correria, você não vê”, relatou.
Chico também refletiu sobre a experiência da hospitalização e a necessidade de paciência durante o tratamento.
“Você entra no hospital como doente. Agora, para virar paciente, você tem que exercitar a paciência para os médicos poderem trabalhar”, declarou.