31 de julho de 2025

Chico Pinheiro revela diagnóstico de câncer no intestino

Jornalista de 72 anos contou que passou por cirurgia e ficou internado na UTI após complicações no tratamento

Por Redação
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O jornalista Chico Pinheiro. - Foto: Reprodução/Globo/Raphael Dias

O jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, revelou ter sido diagnosticado com câncer no intestino. O relato foi feito durante entrevista ao cantor e compositor Zeca Baleiro, no programa Chico Pinheiro Entrevista, que vai ao ar nesta segunda-feira (11).

Ex-âncora do Bom Dia Brasil, da TV Globo, Chico contou que decidiu compartilhar publicamente o diagnóstico ao comentar sobre um período delicado de sua vida, marcado por cirurgia, internação prolongada e dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Agora eu vou contar uma coisa aqui que eu não estava disposto a falar dela, mas é inevitável”, iniciou o jornalista durante a conversa.

Segundo ele, o tumor foi identificado ainda no início, o que aumentou as chances de sucesso no tratamento.

“Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia, descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo”, revelou.

Chico Pinheiro explicou que o procedimento inicialmente seria simples e realizado por técnica robótica, com previsão de rápida recuperação.

“Era uma cirurgia que seria feita em um dia e, três dias depois, eu iria para casa”, contou.

No entanto, segundo o jornalista, houve complicações pós-operatórias que exigiram uma nova intervenção médica.

“Teve uma complicação posterior. Que eu saiba, não é culpa de nenhum médico. Realmente teve uma aderência intestinal e teve que abrir e operar”, afirmou.

Após o agravamento do quadro, Chico precisou permanecer internado por vários dias na UTI.

Durante a recuperação, o jornalista contou que encontrou conforto na música “Flor da Pele”, de Zeca Baleiro.

Segundo Chico, a canção o acompanhou durante os momentos mais difíceis no hospital e despertou reflexões sobre a vida.

“A coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Eu ouvia essa música todo o tempo. Ouvia e chorava”, disse ao cantor.

Ele afirmou que o choro não estava ligado ao medo da doença, mas à percepção das relações humanas e da fragilidade da vida.

“Não era chorar de medo nem de nada. Era perceber as pessoas que, na correria, você não vê”, relatou.

Chico também refletiu sobre a experiência da hospitalização e a necessidade de paciência durante o tratamento.

“Você entra no hospital como doente. Agora, para virar paciente, você tem que exercitar a paciência para os médicos poderem trabalhar”, declarou.