31 de julho de 2025
SAÚDE

Enfermeiros suspendem atos, mas mantêm redução de serviços em hospitais por atraso salarial

Profissionais dos hospitais Médico Cirúrgico e Santo Antônio seguem com apenas 30% das atividades após pagamentos parciais; sindicato cobra regularização na Justiça

Por Redação
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Hospital Médico Cirurgico de Alagoas: profissionais de enfermagem mantêm apenas 30% dos serviços - Foto: Reprodução

Os profissionais de enfermagem dos hospitais Médico Cirúrgico e Santo Antônio, em Maceió, decidiram suspender os atos públicos que estavam programados para começar nesta segunda-feira (11), mas mantiveram a redução parcial dos serviços nas unidades hospitalares, funcionando com apenas 30% da capacidade de atendimento.

A decisão foi tomada após a empresa responsável efetuar, no último sábado (9), o pagamento de um mês de salário atrasado e de uma parcela do complemento do piso nacional da enfermagem, reivindicação que vinha sendo cobrada pela categoria.

Apesar do recuo nos protestos públicos, os trabalhadores afirmam que a paralisação parcial permanece como forma de pressionar pela regularização definitiva dos pagamentos e por melhores condições de trabalho.

O presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem no Estado de Alagoas (Sateal), Mário Jorge, afirmou que a entidade segue acionando a Justiça para garantir o pagamento integral dos profissionais, incluindo os repasses do piso nacional da enfermagem.

“Esse é um recurso repassado pelo governo federal, que as empresas recebem dentro do prazo, mas não estão pagando aos trabalhadores. Não aceitaremos mais atrasos e seguimos firmes na defesa da categoria”, declarou.

Médicos também denunciam crise no Hospital Médico Cirúrgico

A situação no Hospital Médico Cirúrgico já vinha sendo alvo de denúncias. Na última sexta-feira (8), o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) voltou a denunciar atrasos salariais e precariedade nas condições de trabalho na unidade, localizada no Centro de Maceió.

Segundo o sindicato, médicos que atuam no hospital — conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS) — acumulam cinco meses de salários atrasados.

A unidade funciona como hospital de retaguarda para pacientes encaminhados do Hospital Geral do Estado (HGE) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, recebendo casos clínicos e cirúrgicos, inclusive pacientes em estado grave.

De acordo com o Sinmed, o hospital opera com 50 leitos clínico-cirúrgicos, divididos entre apenas dois médicos por plantão, mesmo sem estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Além dos atrasos salariais, profissionais relatam escassez de insumos básicos, como soro fisiológico, seringas de insulina, kits de acesso central e medicamentos considerados essenciais, entre eles dipirona, paracetamol, ibuprofeno e simeticona.

Também há denúncias de falta recorrente de antibióticos, incluindo a Ceftriaxona e medicamentos de amplo espectro usados no tratamento de infecções graves.

Em ofício enviado ao Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), médicos afirmam que vêm sofrendo ameaças de substituição nas escalas ao cobrarem salários atrasados e melhorias nas condições de trabalho.

O sindicato pediu fiscalização na unidade e adoção de medidas para assegurar tanto o pagamento dos vencimentos pendentes quanto condições mínimas para o exercício da atividade médica.

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