31 de julho de 2025
Xenofobia?

Funcionário relata ofensas e fala xenofóbica em confusão envolvendo Ed Motta no Rio: “Esse paraíba”

Caso aconteceu em restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro; cantor nega agressões e diz que “a história não está bem contada”

Por Redação
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O cantor Ed Motta. - Foto: Reprodução/Instagram

Novos detalhes sobre a confusão envolvendo o cantor Ed Motta vieram à tona após um funcionário do restaurante Brado, no Rio de Janeiro, relatar ao programa Fantástico, da TV Globo, episódios de ofensas e comentários considerados preconceituosos durante a discussão ocorrida na madrugada de 2 de maio.

Segundo o funcionário, o artista e pessoas que estavam com ele teriam feito declarações ofensivas durante o desentendimento, incluindo uma fala com conotação xenofóbica direcionada a um trabalhador nordestino do estabelecimento.

“Eles disseram: ‘Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse paraíba, nunca mais eu volto aqui’”, afirmou o funcionário em entrevista exibida neste domingo (10).

O termo “paraíba”, quando utilizado de maneira pejorativa para se referir a nordestinos, é frequentemente associado à xenofobia regional e ao preconceito contra pessoas do Nordeste.

De acordo com o relato, a tensão não terminou após a saída de Ed Motta do restaurante. Testemunhas afirmam que amigos do cantor permaneceram no local e continuaram a discussão com clientes de outra mesa. Ainda segundo o funcionário, durante a confusão uma garrafa de vinho teria sido arremessada em direção a uma pessoa.

Após o tumulto, testemunhas disseram que integrantes do grupo pediram um espumante e seguiram normalmente no restaurante “como se nada tivesse acontecido”.

A confusão aconteceu no restaurante Brado, localizado no Rio de Janeiro, e teria começado após um desentendimento relacionado à chamada taxa de rolha, valor cobrado por estabelecimentos para clientes que levam garrafas próprias de vinho.

Segundo informações do caso, o grupo de Ed Motta já havia pago uma conta superior a R$ 7 mil quando o cantor passou a questionar a cobrança adicional de R$ 100 por garrafa referente à taxa.

Após a saída do artista, a situação teria escalado para agressões físicas. Um dos homens apontados como envolvidos, identificado como Diogo Coutinho do Couto, teria avançado contra um cliente presente no local. Já Nicholas Guedes Coppi, outro integrante do grupo, é acusado de arremessar uma garrafa contra a vítima.

Imagens registradas pelas câmeras de segurança também mostram o momento em que Ed Motta aparece lançando uma cadeira durante a confusão. À polícia, um dos clientes envolvidos relatou ter sofrido ferimentos e precisado levar sete pontos na cabeça.

Em entrevista ao jornal O Globo, Ed Motta negou ter atacado funcionários do restaurante e afirmou que os fatos não ocorreram da forma narrada.

“Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso”, declarou o cantor.

Até o momento, não há informação sobre eventual responsabilização criminal dos envolvidos. O caso segue sob apuração.