31 de julho de 2025
saúde

Planos de saúde coletivos registram reajuste médio de 9,9% em 2026

Índice divulgado pela ANS é o menor dos últimos cinco anos, mas segue acima da inflação oficial

Por redação
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Diferentemente dos planos individuais e familiares — cujo reajuste é definido pela própria ANS. - Foto: Fotografia EBC

Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Apesar de ser a menor variação registrada nos últimos cinco anos, o índice ainda supera a inflação oficial do país.

O percentual considera os aumentos aplicados pelas operadoras em contratos coletivos — modalidade contratada por empresas, associações e microempreendedores individuais.

De acordo com a ANS, a última vez que o reajuste médio ficou abaixo do registrado neste ano foi em 2021, durante a pandemia da Covid-19, quando os planos tiveram aumento de 6,43%.

Para comparação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acumulava 3,81% em fevereiro deste ano.

A ANS afirma que os reajustes dos planos de saúde não podem ser comparados diretamente à inflação geral, já que o cálculo leva em conta fatores específicos do setor, como custos médicos, hospitalares e aumento na utilização dos serviços pelos beneficiários.

Nos contratos com 30 ou mais beneficiários, o reajuste médio ficou em 8,71%. Já os planos com até 29 vidas tiveram aumento médio de 13,48%.

Diferentemente dos planos individuais e familiares — cujo reajuste é definido pela própria ANS —, os planos coletivos têm os valores negociados diretamente entre empresas contratantes e operadoras.

Dados mais recentes da agência mostram que o Brasil contabilizava, em março de 2026, cerca de 53 milhões de vínculos ativos em planos de saúde, sendo que 84% pertencem à modalidade coletiva.

Ainda segundo a ANS, o setor de saúde suplementar encerrou 2025 com receita total de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado pela agência reguladora.