31 de julho de 2025
saúde

Brasil registra uma morte por hantavírus em 2026, aponta Ministério da Saúde

País já confirmou sete casos da doença neste ano; registros não têm relação com surto em cruzeiro internacional

Por Redação
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A maioria dos casos ocorre em áreas rurais e está relacionada ao contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. - Foto: Ministério da Saúde da Argentina/AFP

O Brasil confirmou sete casos de hantavírus em 2026, incluindo uma morte registrada em Minas Gerais, segundo dados do Ministério da Saúde. Os casos não têm relação com o surto da doença identificado no cruzeiro MV Hondius, que já deixou três mortos.

O hantavírus é uma família de vírus transmitida principalmente por roedores infectados e pode causar doenças graves em humanos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o agente infeccioso provoca entre 10 mil e 100 mil infecções por ano em todo o mundo.

Os registros no Brasil até abril deste ano incluem dois casos em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, um em Santa Catarina, um no Paraná e outro sem identificação da unidade federativa. A Secretaria de Saúde do Paraná ainda informou um segundo caso confirmado no estado.

Em 2025, o país contabilizou 35 casos e 15 mortes pela doença. Segundo o Ministério da Saúde, a média anual brasileira é de aproximadamente 45 infecções.

A maioria dos casos ocorre em áreas rurais e está relacionada ao contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. Dados oficiais apontam que mais de 70% dos pacientes exerciam atividades rurais, enquanto 53% tiveram exposição durante limpeza de galpões e depósitos.

Entre 2007 e 2025, cerca de 41% dos casos registrados no Brasil evoluíram para morte. A maior parte das infecções ocorreu em homens entre 20 e 49 anos.

Segundo a OMS, os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e desconforto abdominal. Em quadros mais graves, o paciente pode desenvolver insuficiência respiratória, acúmulo de líquido nos pulmões e choque.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou recentemente que o vírus Andes — relacionado ao surto no cruzeiro — é a única variante conhecida capaz de transmissão entre humanos, embora de forma limitada e geralmente após contato próximo e prolongado.

A OMS também reforçou que o cenário atual não representa o início de uma pandemia, mas destacou a importância de investimentos em pesquisas, vacinas e tratamentos para conter doenças infecciosas emergentes.