31 de julho de 2025
política

Michelle Bolsonaro entra em debate sobre caso envolvendo a Ypê nas redes sociais

Ex-primeira-dama compartilhou publicação em apoio à marca após suspensão de lotes determinada pela Anvisa

Por redação
Publicado em
Michelle Bolsonaro - Foto: Sérgio Lima/Poder360

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro entrou na mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em defesa da marca Ypê após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a suspensão de lotes de produtos da fabricante.

Nesse sábado (9), Michelle publicou nas redes sociais uma imagem com mensagem positiva sobre um detergente da marca. A manifestação ocorreu em meio à repercussão da decisão da Anvisa, que apontou “desvio em procedimento de controle de qualidade” em produtos fabricados pela empresa Química Amapo.

A medida atingiu lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes com numeração final 1. Segundo a Anvisa, inspeções identificaram falhas no controle de qualidade e risco de contaminação microbiológica.

Após a suspensão, parlamentares, influenciadores e aliados de Bolsonaro passaram a compartilhar mensagens de apoio à empresa e questionar a decisão do órgão sanitário. Nas redes sociais, apoiadores do ex-presidente levantaram suspeitas de motivação política por trás da medida, embora não tenham apresentado provas.

A repercussão aumentou depois que usuários resgataram informações sobre doações eleitorais feitas por integrantes da família Beira, responsável pela empresa, à campanha presidencial de Bolsonaro em 2022. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Jorge Eduardo Beira, vice-presidente de operações da companhia, doou R$ 500 mil. Ao todo, membros da família contribuíram com R$ 1 milhão.

Entre os aliados que se manifestaram sobre o caso está o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, que publicou um vídeo incentivando consumidores a apoiarem a marca. A cantora Jojo Todynho também criticou a suspensão dos produtos.

Em nota, a Anvisa reforçou que a recomendação é para que consumidores não utilizem os lotes afetados enquanto as análises técnicas seguem em andamento. O órgão afirmou ainda que a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e em inspeções realizadas em parceria com vigilâncias sanitárias estaduais e municipais.