31 de julho de 2025
Surto em cruzeiro

Países organizam resgate aéreo após mortes por hantavírus em navio de cruzeiro

Embarcação atingida por surto da doença deve atracar neste domingo na Espanha; ao menos três mortes foram confirmadas pela OMS

Por Redação
Publicado em
Países organizam resgate aéreo após mortes por hantavírus em navio de cruzeiro - Foto: Divulgação/Oceanwide

Diversos países anunciaram neste sábado (9) o envio de aeronaves para retirar passageiros do cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus durante uma viagem entre a Argentina e Cabo Verde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos três pessoas morreram a bordo da embarcação.

Alemanha, França, Bélgica, Irlanda e Holanda já confirmaram operações de evacuação. Os Estados Unidos também devem enviar aviões para resgatar cidadãos americanos que permanecem no navio.

O cruzeiro deve chegar entre a madrugada e o início da manhã deste domingo (10) ao Porto de Grandilla, na ilha de Tenerife, na Espanha. A informação foi confirmada pelo ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, e pela ministra da Saúde, Mónica García.

De acordo com o governo espanhol, os cidadãos espanhóis serão os primeiros a desembarcar. Os demais passageiros dependerão da autorização das autoridades sanitárias e da chegada das aeronaves enviadas pelos países de origem.

A União Europeia informou que disponibilizará mais dois aviões para auxiliar na retirada de passageiros europeus. Já Estados Unidos e Reino Unido afirmaram que poderão apoiar países que não tenham estrutura própria para realizar o transporte.

Segundo as autoridades espanholas, os passageiros poderão deixar o navio levando apenas itens essenciais. As bagagens permanecerão na embarcação, assim como os corpos das vítimas, que serão encaminhados à Holanda para procedimentos de desinfecção.

O uso de máscaras será obrigatório durante o desembarque e o transporte dos passageiros. Apesar da operação de emergência, o governo da Espanha informou que o risco de transmissão para a população local é considerado baixo.

Mais cedo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que acompanha a situação diretamente da Espanha e afirmou que, até o momento, não há novos passageiros apresentando sintomas da doença.

As autoridades internacionais também investigam a possibilidade de que o contágio tenha começado antes do embarque no cruzeiro, possivelmente durante um voo realizado em Joanesburgo, na África do Sul.