31 de julho de 2025
AVENIDA CLEZÃO

GDF propõe dar nome de “Clezão” a avenida no DF após morte de preso do 8 de Janeiro

Projeto enviado à Câmara Legislativa homenageia Cleriston Pereira da Cunha, morto na Papuda após ser preso pelos atos antidemocráticos.

Por RAYANY FRANÇA
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Cleriston Pereira - Foto: Reprodução/Facebook

Um projeto apresentado à Câmara Legislativa do Distrito Federal quer dar o nome de “Avenida Clezão” à principal via da Colônia Agrícola 26 de Setembro, em Vicente Pires. A proposta foi protocolada nesta quinta-feira (7), pelo próprio Governo do Distrito Federal.

A homenagem faz referência a Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, preso pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e morto no Complexo Penitenciário da Papuda meses depois.

Segundo o texto enviado pelo Executivo local, a proposta se justifica pela “repercussão social e trajetória” de Clezão, que morava na região e mantinha vínculos com a comunidade da Colônia Agrícola 26 de Setembro.

O governo afirma ainda que Cleriston atuava como empresário e era “grande defensor da liberdade de expressão e de valores fundamentais ao exercício da cidadania”.

Na justificativa, o GDF declarou que a homenagem reconhece uma trajetória que marcou o debate público recente no país, especialmente em temas ligados à liberdade de expressão, garantias individuais e atuação estatal.

O projeto também destaca que a escolha da avenida reforça a ligação territorial de Clezão com a comunidade local e busca perpetuar sua memória.

Cleriston Pereira da Cunha morreu em novembro de 2023, aos 46 anos, após sofrer um infarto fulminante durante um banho de sol na Papuda. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Natural da Bahia, Clezão vivia havia mais de duas décadas no Distrito Federal e ficou conhecido após ser preso durante a invasão ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal e ao Palácio do Planalto nos atos de 8 de janeiro.

A Procuradoria-Geral da República chegou a emitir parecer favorável à soltura do preso dois meses antes da morte, mas a decisão ainda aguardava análise do ministro Alexandre de Moraes, do STF.