31 de julho de 2025
mundo

Hantavírus só pode passar entre pessoas em contato muito próximo, diz OMS

Organização monitora surto em cruzeiro e afirma que disseminação entre pessoas é rara

Por Redação
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De acordo com a OMS, os sintomas do hantavírus podem surgir entre uma e oito semanas após a exposição e incluem febre, dores musculares. - Foto: Library

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a transmissão do hantavírus entre seres humanos é considerada rara e, quando ocorre, está associada a contatos muito próximos e prolongados com pessoas infectadas. O alerta foi reforçado após um surto registrado em um navio de cruzeiro que levantou suspeitas de contágio entre passageiros.

Segundo a OMS, a principal forma de transmissão do hantavírus continua sendo o contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A infecção também pode acontecer pela inalação de partículas contaminadas presentes em ambientes fechados ou mal ventilados.

A entidade explicou que apenas uma variante específica do vírus, conhecida como vírus Andes, identificada em países da América do Sul, já apresentou registros limitados de transmissão entre pessoas. Mesmo nesses casos, o contágio ocorreu principalmente entre familiares, parceiros íntimos ou indivíduos que mantiveram convivência muito próxima e prolongada com pacientes infectados.

O tema ganhou atenção internacional após a investigação de um surto em um cruzeiro que fazia rota entre a Argentina e Cabo Verde. A OMS avalia a possibilidade de que passageiros tenham sido infectados durante atividades em terra e, posteriormente, transmitido o vírus dentro das cabines da embarcação.

A chefe de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que alguns casos tiveram “contato muito próximo”, o que impede o descarte da hipótese de transmissão interpessoal. Ainda assim, a organização reforça que o risco para a população em geral permanece baixo.

De acordo com a OMS, os sintomas do hantavírus podem surgir entre uma e oito semanas após a exposição e incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas e dificuldade respiratória. Nas Américas, a doença pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, considerada grave e com alta taxa de mortalidade.

As autoridades de saúde recomendam evitar contato com roedores e reforçar cuidados em locais fechados ou com sinais de infestação, especialmente durante limpezas e atividades rurais.