Polícia Civil e MPSP fazem operação contra lavagem de dinheiro do PCC ligada ao influenciador Diabo Loiro
Mandados são cumpridos em empresas associadas a Eduardo Magrini, investigado por movimentar recursos ilícitos por meio de negócios de transporte, rodeio e música
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A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram, na manhã desta sexta-feira (8), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As ações cumprem mandados de busca e apreensão em empresas ligadas ao influenciador Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, preso no ano passado em Campinas.
Segundo as investigações, o grupo utilizava sócios laranjas e empresas dos setores de transporte e rodeio para movimentar recursos de origem ilícita, dando aparência legal ao dinheiro obtido pelo crime organizado.
As autoridades apontam ainda que Eduardo Magrini ostentava patrimônio milionário nas redes sociais, o que ajudou os investigadores a identificarem vínculos entre o influenciador e as empresas sob suspeita.
Filho de Diabo Loiro também é alvo da operação
O filho de Eduardo Magrini também é investigado e teve mandados cumpridos nesta sexta-feira. De acordo com a polícia, ele é suspeito de participar da movimentação financeira ilegal por meio de uma empresa do ramo musical, além de outros negócios analisados pela investigação.
A operação é mais um desdobramento das ações de combate à estrutura financeira do PCC em São Paulo.
Relação com investigação que envolve MC Ryan e MC Poze
Eduardo Magrini é ex-padrastro do MC Ryan, preso pela Polícia Federal em abril deste ano durante a Operação Narco Fluxo.
Segundo as investigações, MC Ryan seria apontado como líder de uma rede de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão. O esquema também envolve o cantor MC Poze e Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, que também foram presos na mesma operação.
Operação Off White e plano contra promotor
Apontado como integrante do alto escalão do PCC, Diabo Loiro foi preso em outubro do ano passado durante a Operação Off White.
A investigação foi um desdobramento da ação que levou à prisão de empresários suspeitos de envolvimento em um plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas.