31 de julho de 2025
MAIS CACAU

Senado aprova mudança nas regras do chocolate e produtos deixarão de usar “amargo” e “meio amargo”

Nova legislação aumenta exigência mínima de cacau e muda rotulagem dos chocolates vendidos no Brasil

Por Redação
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Senado aprova projeto que elimina termos “amargo” e “meio amargo” das embalagens de chocolate no Brasil. - Foto: Shutterstock/Ilustração

O Senado Federal aprovou um projeto que altera as regras para fabricação e rotulagem de chocolates no Brasil. A proposta elimina oficialmente expressões como “amargo” e “meio amargo” das embalagens e passa a exigir que os produtos informem diretamente o percentual de cacau presente na composição.

Apesar da mudança, os chocolates tradicionais não deixarão de existir. O principal impacto será na forma como os produtos serão apresentados ao consumidor nas prateleiras.

Na prática, produtos que hoje são vendidos como “meio amargo” poderão passar a exibir informações como:

  • - chocolate 50% cacau;
  • - chocolate 70% cacau;
  • - chocolate 85% cacau.

Segundo o texto aprovado, o objetivo é aumentar a transparência e facilitar a identificação da concentração real de cacau nos produtos.

O projeto também endurece os critérios para que um alimento possa ser chamado oficialmente de chocolate no Brasil.

Atualmente, a legislação brasileira exige um mínimo de 25% de sólidos de cacau na composição.

Com a nova proposta, esse percentual sobe para 35%, além da criação de limites mais rígidos para utilização de gorduras vegetais adicionadas.

O texto ainda estabelece parâmetros específicos para diferentes categorias de produtos, incluindo chocolate ao leite, chocolate branco, chocolate em pó, achocolatados e coberturas sabor chocolate.

Defensores da proposta afirmam que a medida tenta enfrentar um problema crescente no mercado brasileiro.

Segundo parlamentares e representantes do setor, muitos produtos comercializados como “meio amargo” apresentavam baixo teor de cacau e composição semelhante à de chocolates mais açucarados.

A nova regulamentação também é vista como uma forma de valorizar a cadeia produtiva do cacau nacional e ampliar o controle sobre a qualidade dos produtos vendidos ao consumidor.

Especialistas do setor avaliam que as mudanças também podem provocar impacto nos preços.

Com a exigência maior de cacau, fabricantes podem enfrentar aumento nos custos de produção, especialmente diante da alta internacional da commodity registrada nos últimos meses.

Mesmo assim, o principal efeito percebido inicialmente pelo consumidor deverá ser visual, com a substituição dos termos tradicionais por números indicando a concentração real de cacau.

O projeto já foi aprovado pelo Senado e agora segue para sanção presidencial.

Caso seja sancionada, a nova legislação deverá entrar em vigor cerca de 360 dias após a publicação oficial da lei.