31 de julho de 2025
MARANHÃO

PMs suspeitos de acobertar patroa acusada de agredir doméstica grávida são afastados

Policiais teriam liberado suspeita após agressões contra funcionária de 19 anos; caso é investigado pela Segurança Pública do Maranhão

Por Redação
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PMs suspeitos de acobertar patroa acusada de agredir doméstica grávida são afastados - Foto: Reprodução

Quatro policiais militares foram afastados após suspeita de terem acobertado a patroa investigada por agredir uma empregada doméstica grávida em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (6).

Os agentes passaram a ser investigados após a divulgação de áudios atribuídos à suspeita, identificada como Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, nos quais ela afirma ter sido abordada por uma equipe da Polícia Militar no dia das agressões, mas acabou liberada por um policial que a conhecia.

Segundo o relato feito pela própria suspeita em um grupo de WhatsApp, um dos policiais teria dito que ela só não foi conduzida à delegacia por causa da relação pessoal entre eles.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que abriu sindicância para apurar a atuação dos militares na ocorrência.

O caso aconteceu no dia 17 de abril, após a patroa acusar a funcionária de furtar um anel. O objeto, no entanto, teria sido encontrado pouco tempo depois dentro de um cesto de roupas na residência.

De acordo com a investigação, a doméstica, de 19 anos e grávida de seis meses, foi submetida a agressões físicas e ameaças. A polícia também apura a participação de um homem que teria ajudado nas agressões.

Em depoimento, a vítima relatou que foi ameaçada e agredida enquanto tentava proteger a barriga durante as agressões. Ela afirmou ainda que acreditou que seria morta.

O delegado Walter Wanderley informou que pediu a prisão preventiva da patroa e trabalha para identificar o segundo suspeito envolvido no caso.

Segundo as investigações, a jovem havia aceitado trabalhar temporariamente na casa para conseguir dinheiro para o enxoval do bebê.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão.