Filhotes de arara-vermelha nascem na Mata Atlântica após 200 anos de extinção
Projeto de reintrodução do Ibama registra reprodução inédita da espécie no bioma desde o século XIX
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis anunciou o nascimento dos primeiros filhotes de Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica após quase dois séculos de ausência da espécie no bioma.
O resultado é fruto de um projeto de reintrodução iniciado em 2022 pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres de Porto Seguro, na Bahia. A iniciativa utiliza aves resgatadas do tráfico de animais e exemplares doados por criadores autorizados.
Antes da soltura, os animais passaram por exames clínicos, quarentena e treinamentos para adaptação à vida em liberdade, incluindo socialização e alimentação com espécies nativas.
As araras foram reintroduzidas em uma área de cerca de 7 mil hectares de floresta em regeneração na região de Porto Seguro. O local inclui a Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, considerada uma das maiores áreas preservadas de Mata Atlântica no Nordeste.
A soltura da primeira turma ocorreu em 2024 e, já em 2026, pesquisadores confirmaram o nascimento de dois filhotes. O monitoramento mostrou que os animais estão voando e sendo alimentados pelos pais, indicando adaptação ao ambiente natural.
A arara-vermelha-grande desapareceu do litoral brasileiro ao longo dos séculos devido ao desmatamento e à captura ilegal. Atualmente, a espécie é considerada importante para o equilíbrio ambiental por atuar na dispersão de sementes.
O projeto conta com apoio de universidades, órgãos ambientais e instituições de proteção animal e segue em expansão para futuras solturas.
