31 de julho de 2025
POLÍCIA

Operação Cortina de Fumaça mira quadrilha suspeita de causar prejuízo de R$ 132 milhões em Pernambuco

Grupo é investigado por sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e uso de empresas fictícias em esquema tributário

Por Redação
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Materiais apreendidos na Operação Cortina de Fumaça, em quatro cidades de Pernambuco - Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma organização criminosa investigada por crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica foi alvo da Operação Cortina de Fumaça, deflagrada na manhã desta quarta-feira (6) em Pernambuco. Segundo as investigações, o grupo teria provocado prejuízo superior a R$ 132 milhões aos cofres públicos.

A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife, Camaragibe, Caruaru e Bezerros.

Além das buscas, a Justiça autorizou bloqueio de ativos financeiros, monitoramento eletrônico dos investigados e suspensão de atividades comerciais de empresas ligadas ao esquema. As decisões foram expedidas pela Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife.

Durante a ação, foram apreendidos veículos, celulares, notebooks e pen-drives que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

O caso é investigado desde junho de 2023 pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (Cira), formado pelo Ministério Público de Pernambuco, Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco e Secretaria da Fazenda de Pernambuco.

Segundo o Cira, o esquema criminoso utilizava empresas fictícias para simular operações comerciais e emitir notas fiscais fraudulentas com o objetivo de acobertar circulação irregular de mercadorias sem recolhimento adequado de impostos.

De acordo com os investigadores, a quadrilha também oferecia serviços ilegais para regularizar estoques de empresas que adquiriam mercadorias sem documentação fiscal válida ou simulavam compras inexistentes para gerar créditos tributários fictícios.

Ainda conforme o comitê, o objetivo era justificar despesas inexistentes e reduzir ilegalmente o pagamento de tributos estaduais.

“O somatório dos débitos fiscais regularmente constituídos das empresas laranjas vinculadas à organização criminosa, bem como de empresas supostamente regulares também investigadas, ultrapassa R$ 132 milhões”, informou o Cira em nota.

As autoridades também apuram a participação de empresas consideradas aparentemente regulares, mas que podem ter sido utilizadas para ocultar operações fraudulentas e movimentações financeiras suspeitas.

O Ministério Público informou que mais detalhes sobre a investigação serão divulgados em coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira (7), no bairro de São José, na região central do Recife.