Caso suspeito de transmissão entre humanos de hantavírus acende alerta internacional
Cepa “Andes”, identificada em passageiro de cruzeiro, é a única conhecida por permitir contágio entre pessoas
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Autoridades de saúde da África do Sul confirmaram, nesta quinta-feira (6), que exames preliminares apontam a presença da cepa “Andes” do hantavírus em um passageiro do cruzeiro MV Hondius. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi.
A identificação da cepa é considerada relevante porque se trata da única variante conhecida com potencial de transmissão entre humanos, o que reforça o alerta emitido pela Organização Mundial da Saúde sobre a possibilidade de contágio dentro do navio.
O paciente apresentou sintomas no dia 24 de abril, ainda durante a viagem, com quadro de febre, falta de ar e sinais de pneumonia. Ele foi transferido para a África do Sul no dia 27 e permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Além desse paciente, a OMS confirmou um terceiro caso de hantavírus relacionado ao cruzeiro, desta vez em um passageiro que está na Suíça. No total, oito pessoas apresentaram sintomas, sendo três casos já confirmados por exames laboratoriais.
A suspeita de transmissão entre humanos, embora rara, aumenta a atenção das autoridades sanitárias, especialmente em ambientes fechados como navios.
O hantavírus é uma doença respiratória rara, normalmente transmitida por meio do contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres, ou ainda por superfícies contaminadas.
Em casos mais graves, a infecção pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e queda de pressão arterial, exigindo internação intensiva.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, calafrios e problemas gastrointestinais. O período de incubação costuma variar entre duas e quatro semanas.
Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos específicos para a doença. O manejo clínico depende de suporte médico, especialmente em unidades de terapia intensiva.
Apesar da preocupação com a possível transmissão entre pessoas, a OMS avalia o risco global como baixo. Ainda assim, o cenário depende de fatores ambientais, como a presença e o comportamento de populações de roedores.