Hantavírus: paciente descreve sensação de “afogamento” após infecção rara
Doença de evolução rápida volta a preocupar autoridades após casos suspeitos no Atlântico
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Um paciente que contraiu Hantavírus descreveu a sensação da doença como “se afogar”, ao relatar a dificuldade extrema para respirar durante a fase mais grave da infecção. O caso voltou a chamar atenção após registros recentes e investigação de ocorrências no Oceano Atlântico.
O relato é de Jordan Herbst, que apresentou sintomas iniciais semelhantes aos de uma gripe, como dores no corpo e calafrios. O quadro evoluiu rapidamente para insuficiência respiratória, exigindo transferência emergencial para um hospital com suporte avançado, onde precisou de aparelhos para manter as funções cardíacas e pulmonares.
A infecção ganhou destaque após a Organização Mundial da Saúde confirmar um caso e investigar outros suspeitos entre passageiros de um cruzeiro. Ao menos três mortes foram registradas no episódio.
Transmitido principalmente pelo contato com secreções de roedores, o hantavírus pode causar uma síndrome pulmonar grave. Os sintomas iniciais incluem febre, dor muscular, dor de cabeça e problemas gastrointestinais, o que pode dificultar o diagnóstico precoce.
Com a progressão da doença, há comprometimento dos vasos sanguíneos e acúmulo de líquido nos pulmões, levando a dificuldade intensa para respirar, queda da pressão arterial e risco de colapso do organismo.
Segundo especialistas, não há tratamento específico para o vírus, sendo necessário suporte intensivo para manter o paciente estável até que o organismo consiga reagir. A fase crítica pode evoluir rapidamente e levar à morte em até 48 horas, caso não haja atendimento adequado.
Desde o início do monitoramento da doença nos Estados Unidos, na década de 1990, centenas de casos foram registrados, com taxa de mortalidade considerada elevada. Mesmo entre os sobreviventes, podem ocorrer sequelas físicas e cognitivas duradouras.