Chuvas em Pernambuco deixam mais de 2,8 mil pessoas fora de casa e ampliam estado de emergência
Defesa Civil atualiza números e aponta redução no total de afetados; governo federal reconhece situação crítica em 22 municípios
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As chuvas que atingem Pernambuco desde a última sexta-feira (1º) deixaram, até esta terça-feira (5), 1.150 pessoas desabrigadas e 1.732 desalojadas em todo o estado. Os dados foram atualizados pela Defesa Civil de Pernambuco e indicam que, embora ainda haja milhares de afetados, o número total de pessoas fora de casa apresentou redução em relação ao último balanço.
Anteriormente, o estado contabilizava 9.540 pessoas desalojadas ou desabrigadas, número que caiu após parte das famílias conseguir retornar para suas residências.
De acordo com a Defesa Civil de Pernambuco, foram enviados aos municípios atingidos mais de 8,8 mil itens de ajuda humanitária, incluindo:
- 2.986 colchões
- 3.382 lençóis
- 700 kits de limpeza
- 457 kits de higiene
- 1.284 garrafões de água mineral
Os materiais são destinados a famílias em situação de vulnerabilidade que precisaram deixar suas casas por conta das chuvas.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu, na segunda-feira (4), situação de emergência em 22 municípios pernambucanos. Com isso, o total chega a 23 cidades com reconhecimento oficial, incluindo:
Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Camaragibe, Abreu e Lima, Goiana, Igarassu, Nazaré da Mata, São Lourenço da Mata, entre outras.
O reconhecimento permite acesso a recursos federais para ações emergenciais e assistência à população afetada.
Diante dos impactos, o governo estadual solicitou cerca de R$ 6,3 bilhões por meio do Novo PAC para obras estruturantes e ações emergenciais.
Os recursos devem ser destinados a:
- reconstrução de escolas
- construção de barragens
- habitação para famílias atingidas
- obras de contenção de encostas
- melhoria na drenagem urbana
As autoridades seguem acompanhando os impactos das chuvas, que continuam provocando alagamentos e transtornos em diversas regiões do estado.
A orientação é que a população em áreas de risco permaneça atenta aos alertas e siga as recomendações dos órgãos de defesa civil.